Gestão de Operações e
Serviços Industriais
Pós-Graduação 9ª Edição
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Seminários

Líderes do futuro em setores maduros

Baptista da Costa
TUB – Transportes Urbanos de Braga

Introdução

Os setores de atividade maduros ocupam grandes territórios, e a inovação precisa de novos espaços. Nos legacy sectors, a inovação tem de saltar de paraquedas para o espaço ocupado. Entre os setores maduros estão os de energia, serviços de saúde, grande parte da indústria, construção civil, transportes, setor financeiro e administração pública, que representam a maior parte do PIB.

Estas empresas resistem à inovação até que ela se encaixe no seu paradigma social, político, econômico e tecnológico.
Nos setores maduros aumentam o número de empresas que sofrem pressão para baixar preços e margens como consequência da maior pressão competitiva. As empresas conseguem defender o seu rendimento aumentando o volume de vendas e aproveitando economias de escala, muitas vezes mediante fusões, aquisições e alianças.

Com o aumento do ritmo da mudança nos ambientes tecnológico, económico, político e sociocultural, os líderes devem pensar como artífices da mudança, porque o problema não consiste apenas em como adquirir novos conceitos e aptidões, mas também em como desaprender as coisas que já não são úteis para a organização. Desaprender é um processo totalmente distinto, que implica ansiedade, atitudes defensivas e resistência à mudança.

O líder pode criar uma nova organização com novos procedimentos, mas a formação da cultura requer a aprendizagem coletiva e experiências repetitivas de êxito ou fracasso.
Os líderes comunicam com o exemplo e dirigem a mudança. Os líderes do futuro, onde a única constante será a aprendizagem e mudança perpétuas, terão de possuir uma maior proporção de caraterísticas tais como: Perceção e compreensão do mundo; Motivação; Força emocional; Aptidões culturais; Implicar os outros; Estimular que a liderança floresça em toda a organização.

Ao longo do seminário, vamos abordar os seguintes temas:

  • Quais as características do ambiente tecnológico atual e futuro?
  • Qual o seu impacto nas pessoas e nas organizações?
  • Qual o ambiente político, económico e social nos setores maduros?
  • Qual o impacte da inovação organizacional no rendimento das empresas?
  • A liderança tem impacto do rendimento das organizações?
  • Que tipo de liderança nos anuncia o futuro, muito marcado pelas tecnologias?
Objetivos
  • Compreender a importância da Liderança, no âmbito da Gestão das Operações e Serviços Industriais, em setores de atividade maduros e como a tornar efetiva.
Programa
  1. Introdução;
  2. Conceito de Rendimento;
  3. A importância económica e social dos setores maduros;
  4. Modelos de Liderança;
  5. Líderes;
  6. Líderes do Futuro.

O EMPREENDEDORISMO E AS CARREIRAS PROFISSIONAIS

Victor Sá Carneiro
Gestor e Consultor Internacional

Introdução

A gestão das carreiras profissionais encontram-se actualmente numa fase de elevada exigência tendo em conta a evolução e a competitividade do mercado de trabalho assim como a precariedade dos postos de trabalho independentemente da formação académica, do tipo ou dimensão das organizações.
A adicionar a esta problemática deverá levar-se em conta as grandes exigências de desempenho e de empreendedorismo pelo que os melhores preparados poderão alcançar melhores e mais duradouros sucessos.
Uma sociedade cada vez mais global e competitiva em que as fronteiras deixaram de ser um problema para a mobilidade profissional e em que o Empreendedorismo é cada vez mais valorizado há que reter como problemáticas não só as situações actuais mas sobretudo as do futuro em que as aposentações se apresentam mais tardias e com menores níveis remuneratórios.
Assim preparar o futuro através de estratégias adequadas das carreiras profissionais é cada vez mais uma premência que este seminário se propõe fazer reflectir.

Objetivos

No fim do seminário os formandos serão capazes de efectuar um balanço da sua carreira profissional e de decidir novas opções de carreira profissional seja no curto ou longo prazo.

Programa
  • Ciclo de vida das carreiras profissionais
  • Factores de sucesso das carreiras profissionais
  • Opções profissionais. Trabalho por conta própria e por conta de outrem
  • Vantagens e desvantagens das diferentes opções profissionais
  • Principais pilares de sucesso dos projectos empresariais
  • Oportunidades e novas profissões

PRODUCT LIFECYCLE MANAGEMENT (PLM)

Nelson Silveira
Arcen Engenharia, S.A.

Introdução

A abordagem atual da gestão do ciclo de vida de um produto tem ganho um papel fundamental na competitividade das empresas, por um lado devido aos curtos ciclos de vida dos produtos, e por outro pelo fator de diferenciação e posicionamento do produto num mercado cada vez mais global e competitivo. As fases do ciclo de vida de um produto Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio serão alvo de análise e discussão, assim como a fase preliminar de conceção e desenvolvimento onde todo o processo criativo e organizativo começa. Num tempo em que se fala constantemente de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) e onde metodologias como Lean ou SixSigma se direcionaram a montante (upstream) para melhorar resultados, torna-se fácil o verificar da importância da fase inicial de conceção do produto.

Objetivos

No final do Seminário os Formandos deverão ser capazes de:

  • Apreender o conceito geral de PLM e a sua importância no contexto atual
  • Perceber a importância do contributo nas equipas multidisciplinares
  • Ser capaz de usar algumas ferramentas informáticas potenciadoras da produtividade
  • Reconhecer as principais ferramentas e identificar as principais metodologias
Programa
  • PLM as Backbone to Industry 4.0
  • Product Data Management (PDM) e Ferramentas (CAx)
  • Design for Manufacture and Assembly (DFMA)
  • Lean Product and Process Development (LPPD)
  • Design For Six Sigma (DFSS)
  • Engineer To Order (ETO) and Concurrent Engineering(CE)
  • New Product Development and Introduction (NPDI)
  • Product Design (Bottom up Vs Top down)
  • Produtividade Pessoal, Produtividade das Equipas e Excelência das Organizações
  • Equipas Multidisciplinares e conceito Boundarylessness
  • Plataformas de colaboração online e cloud computing
  • Visual Thinking and Design Thinking

LIMPAR, ARRUMAR E ORGANIZAR AS EMPRESAS INDUSTRIAIS, O CHÃO DA FÁBRICA E OS ARMAZÉNS – EXEMPLOS DE 5 S E DE GESTÃO VISUAL

Eduardo Martins
Value Stream Consultores

Introdução

Os 5S são uma abordagem sistemática, focada na melhoria e na manutenção da organização, da arrumação e da limpeza do local de trabalho e do fluxo produtivo. A Gestão Visual permite descentralizar e partilhar a informação, remove hesitações do local de trabalho, reforça a coesão das equipas e melhora a eficiência da gestão. Os 5S e a Gestão Visual são ferramentas a partir das quais se iniciam os programas de Melhoria Contínua. Os 5S envolvem todos os que trabalham na organização e que, com regra e disciplina, continuamente melhoram as condições de trabalho, de ambiente e de segurança. Com os 5S e a Gestão Visual os desperdícios são facilmente identificados e eliminados, há menos perdas de tempo e o trabalho é mais simples. Os 5S e a Gestão Visual permitem e facilitam o aumento da produtividade e da qualidade.

Programa
  1. Princípios e conceitos de Melhoria Contínua;
  2. O que são os 5S;
  3. Como aplicar os 5S – as diferentes estratégias que podem ser utilizadas;
  4. Discussão das implicações dos 5S:
    • Os 5S e a gestão visual;
    • Os 5S e a padronização do trabalho;
    • Os 5S e o reforço da autonomia das equipas;
    • Auditar os 5S.
  5. Exemplos


O Formador partilhará a sua experiência de mais de 10 anos a implementar os 5S nas empresas. Serão mostrados exemplos das Empresas onde o Formador ajudou a introduzir esta prática.

Objetivos

No final deste Seminário os participantes deverão ser capazes de:

  • Enumerar os 5S, reconhecer a sua importância e os resultados que se podem obter com a sua aplicação;
  • Identificar a Gestão Visual, reconhecer a sua importância e os benefícios para a gestão do dia-a-dia e para a implementação da Melhoria Contínua;
  • Descrever as técnicas utilizadas na aplicação dos 5S;
  • Formular uma estratégia de introdução e manutenção dos 5S e da Gestão Visual nas suas organizações;
  • Planear a formação dos colaboradores e dos supervisores e promover as necessárias mudanças de atitudes e de expectativas.

Sistemas Integrados de Gestão: Qualidade, Ambiente e Segurança - Alterações resultantes dos referenciais ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015

Luís Pimenta

Introdução

As Organizações sentem, de uma forma crescente, a necessidade de adequar os seus Sistemas de Gestão com vista a responder às exigências dos vários stakeholders.
Como consequência da necessidade de adequação destes referenciais normativos à realidade das organizações e às necessidades das partes interessadas, originou que esta revisão das normas se aproxime mais do modelo de gestão das organizações, independentemente do referencial base que lhe esteja associado (Qualidade, Ambiente, SST, Sistemas de informação….), criando para tal um fio condutor de organização e gestão dos sistemas.

Objetivos

No fim do Seminário, os Formandos serão capazes de:

  • Dotar os formandos com os conhecimentos e técnicas fundamentais sobre os princípios da implementação de sistemas integrados;
  • Conhecer e compreender o anexo SL, enquanto quadro geral dos sistemas de gestão ISO;
  • Interpretar as principais alterações da Norma ISO 14001:2015 e ISO 9001:2015 e interface com a OHSAS 18001;
  • Identificar o impacto e o potencial desenvolvimento da organização e dos seus processos.
Programa
  • Implementação sistemas integrados - Abordagem por processos
  • A Estrutura de Alto Nível (Anexo SL)
  • Analise das alterações relevantes nos dois referenciais normativos e comparativos com o referencial da OHSAS 18001
  • O pensamento baseado no risco e oportunidades, o Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiental
  • Trabalhos práticos
    • Abordagem por processos;
    • Pensamento baseado em riscos e oportunidades;
    • Partes interessadas
    • Alterações na estrutura organizacional e documental da empresa
    • Ciclo de vida do produto

KANBAN – FERRAMENTA DE FLUXO PUXADO NA SUPPLY CHAIN

Michel Domingues
Grandvision Supply Chain Portugal, S.A.

Objetivos

Sensibilizar cada participante e melhorar a sua aptidão para os seguintes desafios:

  • Diferenciar a função ordenação da do planeamento da produção;
  • Posicionar a empresa em dois vectores de competitividade: serviço ao cliente e produtividade;
  • Gerir os fluxos e gerir os stocks.


No final do seminário, os formandos serão capazes de entender como se calcula a implementação do kanban numa fábrica.

Progama
  • Jogo Optifluxos MRP.
  • Limites da programação MRP;
  • A função ordenação na produção;
  • A introdução do kanban na Supply Chain;
  • Realização de diagramas, linhas e gamas de fluxos;
  • Preparação à introdução do método numa fábrica;
  • Cálculos de etiquetas e stocks;
  • Jogo Optifluxos Kanban de prioridades;
  • Associação do sistema Toyota a 3 eixos fundamentais: “Lean Production”, Qualidade Total” e “Melhoria continua”;
  • Apresentação de casos práticos e discussão.

VSM - Value Stream Mapping

Pedro Sousa

Introdução

Num mundo cada vez mais globalizado – caraterizado por mudanças cada vez mais rápidas, consumidores mais exigentes e uma consequente maior diversidade de produtos – o mercado exige empresas cada vez mais ágeis e isentas de desperdício. O pensamento Lean vem dar a sustentação a estas exigências cada vez mais urgentes, de modo a manter a competitividade e o crescimento sustentado.
O “Value Stream Mapping” (VSM) é, assim, a metodologia usada como ponto de partida no processo de transformação Lean de uma organização. Permite identificar a situação atual e planear a situação futura a partir da identificação, visualização e diagnóstico dos fluxos de valor, de materiais e de informações. Através do VSM é possível identificar e distinguir as atividades que agregam valor – na ótica do cliente – daquelas que devem ser consideradas como desperdício e, por isso, eliminadas. Desperdícios tais como transportes, movimentações, níveis de inventário intermédios, inspeções desnecessárias, podem ser encontrados no processo e apenas consomem recursos que não agregam valor ao produto final.
A definição do estado futuro permite a identificação, priorização e planeamento da implementação das oportunidades de melhoria – traduzidas em ações – que conduzirão ao aumento significativo da qualidade e do desempenho do sistema de produção.

Objetivos

No final do seminário, os formandos deverão ser capazes de:

  • Descrever o que é um Value Stream Mapping, quais os seus objetivos e benefícios;
  • Identificar os oito tipos de desperdícios no fluxo de valor;
  • Como empregar o Value Stream Mapping para realizar uma transformação em direção a uma empresa Lean;
  • Saber como identificar as perdas no fluxo de valor, bem como as suas causas;
  • Saber como planear e aplicar técnicas/ferramentas Lean para reduzir os desperdícios nos fluxos de valor;
  • Desenvolver um plano a fim de melhorar o fluxo e eliminar o desperdício em toda a cadeia de valor;
  • Avaliar a possibilidade e oportunidades de aplicação do VSM na organização.
Programa
  • O que é um sistema de Produção Lean e quais os seus benefícios;
  • Valor acrescentado e desperdício;
  • Os oito tipos de desperdício;
  • Técnicas e ferramentas Lean;
  • Definição de Value Stream Mapping;
  • Etapas do Value Stream Mapping;
  • Construção do Value Stream Mapping;
  • VSM Estado Atual;
  • VSM Estado Futuro;
  • Exercício Prático.

LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E GESTÃO DE EQUIPAS

Lurdes Viana
Consultora e Formadora

Introdução

A arte de influenciar grupos, equipas e indivíduos a concretizarem tarefas com empenho e eficiência tem um nome: Liderança. O tema tem sido ao longo de décadas motivo de reflexão dentro das organizações e atualmente com enfâse na melhoria da qualidade, diminuição dos custos e aumento da produtividade. As atitudes orientadas para a valorização e realização das pessoas no posto de trabalho fazem eco em estratégias de motivação a agregação de valor nos produtos e serviços que cada colaborador realiza individualmente ou no seio de uma equipa.

Objetivos

No final do seminário Liderança motivação e gestão de equipas, os formandos serão capazes de:

  • Desenvolver estratégias de comunicação influente eficiente e eficaz.
  • Identificar as competências e a autonomia das pessoas e equipas;
  • Identificar métodos e técnicas que criem condições que facilitam a motivação;
  • Identificar comportamentos que incrementem a eficiência das equipas e das chefias.
Programa
  1. Comunicar eficazmente em equipa e individualmente
    • Identificar posturas positivas e construtivas
    • Praticar a escuta ativa.
    • Utilizar o estilo de comportamento mais influente para transmitir a sua mensagem e obter diálogos mais compreensivos
    • Praticar a gestão da emoção e prevenir desacordos
  2. Elementos de motivação
    • Identificar elementos de motivação que liguem a motivação ao desempenho e à natureza humana
    • Criar um ambiente de trabalho motivador e promova o divertimento no trabalho
    • Análise de valor e o poder das sugestões.
    • Identificar fatores facilitadores da motivação e ataque os desmotivadores
    • Dar feedback construtivo e melhorar os desempenhos.
  3. Liderança de pessoas e trabalho em equipa
    • Inspirar o trabalho de equipa motivado
    • Utilizar as entrevistas e reuniões para mobilizar as equipas.
    • Missão, desafios, valores e cultura da organização.
    • Liderar pelo exemplo.
    • Diagnosticar o seu estilo pessoal de liderança.
    • Elaborar um “mapa” dos seus pontos fortes e pontos de melhoria.
    • Partilhar boas práticas versus práticas a evitar.
  4. Elaborar um plano de ação das melhorias a pôr em prática
    • Identificar prioridades de mudança relativamente aos objetivos.
    • Reforçar a sua influência sobre o contexto envolvente.
    • Elaborar o seu plano de ação.
Métodos de Exposição
  • Metodologia ativa e prática, que combina estudos de caso com exemplos práticos partilhados pelos formandos.
  • Elaboração de um plano de ação das mudanças a pôr em prática nas suas equipas e na sua organização
  • Promoção da melhoria das competências de liderança de equipa através da partilha de boas práticas.