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Manutenção de Instalações Elétricas Pós-Graduação 4ª Edição

Disciplinas

Exploração de Instalações Elétricas - Nova Legislação

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A manutenção das instalações elétricas é fundamental para a segurança dos utilizadores e o cumprimento dos requisitos legais.
Cabe ao Técnico Responsável pela Exploração de Instalações Elétricas de Serviço Particular, a missão de promover a frequência e todos os aspetos relevantes de acordo com a legislação a respetiva manutenção preventiva, que será um tema de destaque neste módulo.
Existe nova legislação que regulamenta o estatuto de Técnico Responsável, que será também aqui desenvolvido.
Será também demonstrado com equipamento específico os teste obrigatórios a fazer numa instalação elétrica e a elaboração de um plano de manutenção preventiva.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer as disposições gerais da nova legislação
  • Saber o que prevê a nova legislação para os Técnicos Responsáveis, entidades instaladoras e entidades inspetoras de instalações elétricas de serviço particular
  • Identificar as instalações elétricas que carecem de técnico responsável
  • Fazer as verificações técnicas necessárias em conformidade com a legislação em vigor
  • Utilizar corretamente um equipamento de teste de instalações elétricas
  • Preencher corretamente o modelo nº 937 de entrega anual no ME – DGEG
  • Desenvolver um plano de Manutenção Preventiva
  • Elaborar um Relatório Técnico

Programa

  • Conceito de exploração de instalações elétricas
  • Legislação aplicável
  • Apresentação da nova legislação
  • Manutibilidade de uma instalação elétrica
  • POSTO DE TRANSFORMAÇÃO
    • Esquemas de ligação á terra
    • Ensaios e medições
      • Resistência de terra de proteção
      • Resistência de terra de serviço
      • Resistência de isolamento da instalação de BT
      • Colheita de óleo para análise
      • Fator de potência
    • Verificadores
      • Nível do óleo dos transformadores
      • Estado dos contactos dos disjuntores e camaras de corte
      • Estado dos contactos dos seccionadores
      • Estado de conservação dos eletrodos de terra
      • Dispositivos de manobra
      • Dispositivos de proteção e de alarme
  • INSTALAÇÃO ELÉTRICA
    • Ensaios e medições
      • Resistência de terra de proteção
      • Impedância do circuito de defeito
      • Resistência de isolamento
      • Proteções contra contactos indiretos
    • Verificações
      • Dispositivos de proteção contra curto-circuito e sobrecargas.
      • Estado da cablagem
      • Quadros elétricos
      • Situações de sobreaquecimento
      • Estado dos aparelhos de utilização
      • Estado dos aparelhos de corte e comando
      • Instalações de emergência
  • Instalações elétricas que obrigam a existência de um técnico responsável pela exploração
  • Estatuto do técnico responsável
  • Preenchimento do relatório de entrega anual na DGEG, Modelo nº937
  • Casos práticos

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Utilização de equipamento de ensaio e diagnóstico de instalações elétricas
  • Filme ilustrativo da aplicação do conceito de torque. Utilização da chave dinamométrica
  • Análise de caso práticos através de imagens de situações a corrigir
  • Desenvolvimento de um plano de manutenção de uma instalação elétrica industrial

Termografia - Conceitos Práticos Fundamentais aplicados à Manutenção

Tiago Oliveira, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A relação do atrito com a variação de temperatura permite que esta seja um indicador de uma anomalia e respectiva necessidade de intervenção. A Termografia permite fazer essa avaliação de forma evasiva e assim realizar uma manutenção predictiva aos equipamentos, com estes em funcionamento antecipando desta forma problemas de maior.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de: ao nível da manutenção, e de outras aplicações industriais tais como controlo de processos, de saber quando recorrer à utilização da termografia assim bem como interpretar e avaliar uma termografia ou relatório termográfico. (em sala os formandos terão uma máquina termográfica a qual irão experimentar)

Programa

  • Introdução à Termografia
    • O que é a Termografia e áreas de aplicação
    • Temperatura
    • Emissividade dos materiais
    • Temperatura reflectida
  • Preparação de uma máquina Termográfica para realização da Termografia
    • Sensibilidade Térmica
    • Escala de Temperatura
    • Palete de cores
    • Resolução
    • Focagem
    • Ângulo
  • Visualização e Análise de Termografias a diferentes componentes / equipamentos
    • Isolamento de tubagens e condutas
    • Cabos eléctricos (pontos de sobreintensidade nas ligações)
    • Porta fusíveis
    • Painel Fotovoltaico – módulos inoperacionais
    • Compressor (resistência de cárter, nível de óleo, modulação de portência)
    • Filtro Secador
    • Permutador de calor (bloqueio de canais)
    • Câmara de refrigeração - isolamento
    • Tubagem embebida (parede, chão, tecto, solo)
    • Veio de transmissão
    • Nível de acumulação num reservatório
    • Infiltrações
  • Resultados obtidos pela Termografia
    • Interpretação da imagem termográfica
    • Utilização do software

Materiais e Equipamentos das Instalações Elétricas de Baixa Tensão

António Gomes, Eng. (Clique para ver CV)
Sérgio Ramos, Eng. (Clique para ver CV)
André Sá, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

O exercício da profissão na área das instalações elétricas é, e será sempre, cada vez mais, uma atividade estimulante e com constante necessidade de atualização e evolução.
Trata-se de uma atividade extremamente vasta e diferenciada, requerendo, por um lado, a intervenção numa diversificada área de instalações e, por outro lado, um profundo conhecimento, relativamente a normas, regulamentos, materiais, equipamentos, soluções técnicas e tecnologias.
Para que seja possível intervir numa instalação elétrica, exige-se, assim, a necessidade de um conhecimento atualizado, completo e profundo sobre os principais materiais e equipamentos usados nas instalações elétricas de baixa tensão.

Objetivos

Dotar os formandos de conhecimentos tecnológicos, regulamentares e normativos sobre a temática dos materiais e equipamentos mais comummente usados nas instalações elétricas de baixa tensão.

No fim do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Identificar os materiais e equipamentos mais comuns usados nas instalações elétricas.
  • Relacionar as características dos materiais com as suas aplicações.
  • Escolher o tipo de material em função do local de instalação.
  • Escolher o tipo de equipamento em função da sua utilização.

Programa

  1. Materiais usados nas instalações elétricas de baixa tensão
    1. Conceitos base, vocabulário, definições, simbologia
    2. Condutores, tubos, abraçadeiras, caminhos de cabos,…
      1. Normalização
      2. Exemplos de aplicação
    3. Equipamentos usados nas instalações elétricas de baixa tensão
      1. Interruptor, disjuntor, fusível, dispositivo diferencial, contactor, relé,…
      2. Normalização
      3. Exemplos de aplicação

Metodologia

Ao longo do curso serão utilizados os diversos métodos e técnicas pedagógicas adequados às características do público-alvo:

  • Método expositivo
  • Método demonstrativo
  • Método interrogativo
  • Método activo
  • Exposição e discussão de temas
  • Casos práticos (adequados a cada tema)
  • Role - Playing
  • Dinâmicas de grupo (adequadas à exploração de cada tema)
  • Exploração de sistemas multimédia com finalidades pedagógicas

Trabalhos em Tensão em Instalações Elétricas

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

Os Trabalhos em Tensão – Baixa Tensão destinam-se, a todos os profissionais que durante a manutenção ou instalação de equipamentos eléctricos estão expostos a riscos.
Muitos profissionais trabalham em tensão sem ter consciência dos riscos que estão expostos. Estas situações verificam-se com frequência, durante a manutenção em quadros elétricos, deteção de avarias, medições, etc.
Grande parte dos acidentes ocorrem durante as operações referidas anteriormente, pelo que este módulo tem como objetivo principal alertar para as regras de segurança a observar, utilizando os EPIs adequados e uma atuação segura.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer os efeitos fisiológicos da corrente elétrica
  • Aplicar a legislação. Conhecer o que está previsto na lei
  • Aplicar o conceito de pessoa competente
  • Conhecer os riscos dos trabalhos em tensão (baixa tensão) e forma de se proteger
  • Como lidar com circuitos ativos de uma forma segura
  • Saber como atuar em caso de emergência

Programa

  • Ação da Corrente Elétrica sobre o Corpo Humano
    • O comportamento fisiológico do corpo humano à passagem da corrente elétrica
  • Metodologias de Proteção de Pessoas e Bens
    • A proteção dos circuitos
    • A proteção das pessoas
  • Análise das Condições de Proteção
    • A norma CEI 60479-1 de 2005
    • Enquadramento legal
    • Aspectos Regulamentares de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica. RTIEBT
  • Avaliação de riscos com acidentes pela ação da corrente elétrica
  • Trabalhos em Tensão – Baixa Tensão “TET – BT”
    • Introdução. Considerações gerais
    • Aspetos Regulamentares
    • Competência das pessoas
    • Classificação dos níveis de tensão
    • Classificação das instalações quanto ao nível de tensão Diferentes tipos de trabalhos
      • Consignação Elétrica de uma Instalação
      • Desconsignação
      • Operações
    • Metodologia dos trabalhos:
      • Trabalhos fora de tensão TFT
      • Trabalhos em tensão TET
      • Trabalhos na vizinhança de tensão TVT
    • Métodos de trabalho
      • Ao contacto
      • A distância
      • Ao potencial
      • Global
    • Medidas de proteção
    • Distancias zonas e locais
    • Condições Atmosféricas
    • Equipamentos de proteção e vestuário adequado
    • Ferramentas para trabalhos em tensão
    • Verificações obrigatórias aos equipamentos e ferramentas para TET
    • Periodicidade de verificações e testes dielétricos
    • Transporte do equipamento
    • O que não deve usar quando trabalha em tensão
    • Postura correta quando trabalha em tensão
    • Incidentes e Acidentes em Instalações Eléctricas
    • Actuação em Primeiros Socorros

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Análise de caso práticos através de imagens e situações a corrigir

Eficiência Energética, Gestão de Energia e Qualidade da Energia Elétrica

António Gomes, Eng. (Clique para ver CV)
Armando Herculano, Eng. (Clique para ver CV)
André Sá, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

As sociedades encontram-se cada vez mais dependente do uso da Energia elétrica. Atendendo aos tipos de equipamentos e processos presentes nas instalações, para além de garantir a continuidade do fornecimento, torna-se também necessário garantir a qualidade da energia elétrica. De entre os problemas associados à qualidade de energia elétrica, a interrupção do fornecimento é, manifestamente, o mais grave, uma vez que a sua indisponibilidade, afeta todos os usos e equipamentos ligados à rede, contudo, outros problemas, como a distorção harmónica, sobretensões, sub-tensões, micro-cortes, transitórios, podem provocar a operação incorreta de alguns equipamentos, reduzindo a sua vida útil, danificá-los e mesmo provocando deficiências nos produtos quando esses equipamentos estão integrados num sistema produtivo.
Considerando o contexto energético atual é cada vez mais importante uma utilização racional e eficiente da energia em geral e da energia elétrica em particular. Por um lado, a energia representa uma parcela muito significativa dos custos de funcionamento e produção das organizações, por outro lado, as questões ambientais estão cada vez mais presentes na sociedade em geral e na atividade industrial, em particular. Assim, torna-se necessário a adoção de soluções de gestão e implementação de soluções de maior eficiência, que permitam a redução dos consumos energéticos e a respetiva fatura energética.

Objetivos

Dotar os formandos de conhecimentos e competências técnicas, regulamentares e normativos sobre a temática da qualidade de energia elétrica e da gestão de energia e eficiência energética.

No fim do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Ficar sensibilizados para a importância da qualidade da energia elétrica numa perspetiva de um quadro de maior exigência dos equipamentos e dos utilizadores finais face ao produto eletricidade.
  • Serão capazes de realizar medições e monitorização da qualidade da energia elétrica.
  • Estarão habilitados a aplicar de forma intuitiva, os conceitos apreendidos a novas situações, interpretar e definir soluções para os casos apresentados.
  • Serão capazes de realizar levantamentos energéticos nas instalações
  • Serão capazes de propor soluções de gestão de energia
  • Serão capazes de elaborar planos de melhoria da eficiência energética das instalações

Programa

  1. Qualidade de energia elétrica.
    1. O que é a Qualidade de Serviço. Conceitos base, vocabulário e definições.
    2. Power quality = Voltage quality.
    3. A razão das preocupações com a Qualidade de Serviço.
    4. Qualidade da onda de tensão
    5. Indicadores de qualidade
    6. Cavas de tensão e Interrupções
    7. Harmónicos
    8. Flutuações da tensão e Tremulação
    9. Desequilíbrios de tensão
    10. Variações de frequência
    11. Consequências da fraca qualidade da tensão
  2. Gestão de energia e eficiência energética
    1. Eficiência energética
      1. Conceito
      2. Indicadores
      3. Eficiência Energética na transformação
      4. Eficiência Energética na utilização
    2. Utilização racional de energia elétrica
      1. Utilização Racional de Energia no Sector Doméstico
      2. Utilização Racional de Energia na Indústria
      3. Auditoria
      4. Levantamentos e auditorias energéticas

Metodologia

Ao longo do curso serão utilizados os diversos métodos e técnicas pedagógicas adequados às características do público-alvo:

  • Método expositivo
  • Método demonstrativo
  • Método interrogativo
  • Método activo
  • Exposição e discussão de temas
  • Casos práticos (adequados a cada tema)
  • Role – Playing
  • Dinâmicas de grupo (adequadas à exploração de cada tema)
  • Exploração de sistemas multimédia com finalidades pedagógicas

Eletricidade Estática e seus Riscos Associados

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A eletricidade estática é o fenômeno de acumulação de cargas elétricas que se pode manifestar em qualquer lugar.
Está presente quando nos deslocamos de automóvel, quando caminhamos, em situações de vazamento de líquidos, bem como nas mais variadas atividades profissionais onde materiais que por fricção desenvolvem potenciais elétricos de milhares de volts.
Ela acontece, principalmente, com o processo de atrito entre materiais e se manifesta em vários fenômenos que ocorrem no cotidiano, às vezes ocorre de forma inofensiva, mas em outros casos a sua manifestação pode ser muito perigosa e causar prejuízos incalculáveis.
A indústria petrolífera, a das embalagens de plástico, pirotécnica, madeiras, farmacêutica, de componentes eletrónicos e outras necessitam de aplicar proteções antiestáticas para se prevenirem de acidentes graves.
Conhecer como se desenvolve a eletricidade estática e os seus riscos associados bem como as formas de os prevenir serão temas a desenvolver.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer as causas e os efeitos da eletricidade estática
  • Conhecer os principais riscos elétricos associados
  • Identificar os riscos inerentes a atmosferas explosivas
  • Tomar medidas preventivas
  • Conhecer os efeitos nocivos nos sistemas eletrónicos
  • Saber que diz a legislação

Programa

  • Introdução. Causas e Efeitos
  • Fatores que contribuem para o desenvolvimento da ESD
  • Legislação
  • Prevenção e controlo da ESD
  • Sobrecarga
    • Elétrica
    • Eletromagnética
    • Eletrostática
  • Riscos associados
  • Condições para que a ESD seja perigosa
  • Medidas preventivas
    • Controlo do sistema de terras
    • O atrito
    • Humidificação da atmosfera
    • Condutividade
    • Uso de materiais antiestaticos
    • Ionização do ar
    • Equipotencialização
  • Métodos de avaliação e medida
  • A ESD e os ambientes explosivos (ATEX)
  • A ESD e os sistemas eletrónicos
  • Carregamento de camiões-tanque.
  • Equipamentos e materiais usados no combate à ESD
  • Exemplos práticos de como resolver situações reais

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Filme ilustrativo de situações reais que causam risco
  • Análise de caso práticos através de imagens de situações a corrigir
  • Técnicas de resolução de problemas da ESD

Projeto e Instalação de Sistemas KNX

Sérgio Queirós, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A domótica pode ser entendida como o controlo automatizado das instalações técnicas existentes num edifício. Assim, podemos afirmar que a domótica assume nos dias de hoje relevância no controlo e gestão das diversas infraestruturas de um edifício. Estas infraestruturas, vão desde o controlo de iluminação e tomadas, estores e persianas, sistemas de segurança, gestão energética dos edifícios, sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, entre outros, de forma automática e integrada.
Hoje em dia, aspetos como a segurança, eficiência energética, conforto e comunicação são cada vez mais uma exigência dos proprietários/utilizadores dos edifícios, não faz sentido continuar a abordar a execução de instalações elétricas do tipo convencional, sistemas de AVAC, alarmes e outros, sem que estes comuniquem entre si. Assim, justifica-se a execução das instalações elétricas apoiadas numa solução de domótica, o que possibilitara a integração e comunicação daqueles sistemas.
A domótica, quando baseada no protocolo KNX, dá garantias de funcionamento e Interoperabilidade e Interoperação, visto que este protocolo está presente nos maiores fabricantes de material elétrico.

Objetivos

No fim do Módulo, os Formandos serão capazes de:

  • Identificar as vantagens da domótica KNX;
  • Reconhecer as regras de uma instalação KNX;
  • Reconhecer a arquitetura de uma instalação KNX;
  • Projetar uma instalação KNX;
  • Programar uma instalação KNX, simples;

Programa

  1. Introdução;
    1. Definição de domótica;
    2. Sistema convencional vs sistema KNX;
    3. O que é o KNX?
  2. Evolução da Domótica KNX;
    1. Associação KNX
    2. Factos históricos;
  3. Vantagens da Domótica KNX;
    1. Principais vantagens do sistema KNX;
  4. Instalação de um sistema KNX;
    1. Regas de instalação:
      1. Tubagem;
      2. Cabos de potência;
      3. Cabos de comunicação;
      4. Interfaces;
  5. Arquitetura de um sistema KNX;
    1. Topologia do sistema KNX;
    2. Comunicação do sistema KNX;
  6. Projeto de uma instalação KNX;
    1. Passos para a realização de um projecto eléctrico com domótica KNX:
      1. Caso prático;
  7. Programação em software;
    1. Caso prático;

Avaliação de Sistemas de Terras

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

Uma boa terra é determinante para o correto funcionamento dos dispositivos elétricos.
Baixos valores ohmicos são importantes na segurança elétrica e estabilidade de funcionamento dos equipamentos. Porém a diversidade dos solos dificulta-nos a obtenção dos valores de terra desejados.
Identificar as condições existentes, medindo avaliando e decidindo pelo caminho a seguir, melhorando as condições existentes e selecionando o método mais ajustado, será objetivo principal deste seminário.
Toda a apresentação será ilustrada com equipamento especifico para o efeito, que poderá ser experimentado pelos participantes.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer os fatores que influenciam a obtenção de uma boa terra
  • Conhecer o que obriga a legislação
  • Medir terras corretamente recorrendo a diversos métodos de medida
  • Medir avaliando a qualidade do solo e aplicar técnicas para obtenção de uma boa terra

Programa

  • Introdução
  • A importância de uma boa terra nos variados campos de aplicação
  • Fatores que influenciam o valor da resistência de terra
  • Legislação aplicável
  • Tipos de elétrodos de terra
  • Medições de terra
    • Métodos de medida
    • Exemplificação prática com recurso a equipamento específico
  • Medição da impedância do anel de curto-circuito
  • Medição da impedância do circuito de defeito
  • Medição da resistividade de um terreno e seleção do tipo de piquetes de terra adequado.
  • Boas práticas na instalação de um circuito de terra
  • Análise do solo para obtenção de uma boa terra

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Utilização de equipamento de ensaio e diagnóstico de terras
  • Análise de caso práticos através de imagens e situações a corrigir
  • Técnicas a seguir para obtenção de uma boa terra

Manutenção de Instalações AVAC e Frio Industrial

Tiago Oliveira, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

As instalações AVAC estão maioritariamente associadas aos edifícios de Comércio e Serviços e Indústria permitindo cumprir com os requisitos de conforto térmico e salubridade do ar para as pessoas e, porém, também para um processo (requisitos de controlo de temperatura para a produção). A sua manutenção é essencial para evitar avarias e manter a sua eficiência, porque para além do seu custo de reparação poderão acarretar elevados custos por diminuição da capacidade de trabalho dos colaboradores e também ao nível da produção diminuição da qualidade do produto e respectiva subvalorização ou até mesmo à sua anulação (eliminação).

O Frio Industrial está maioritariamente associado à conservação de bens alimentares pelo que típicamente é uma instalação crítica. A sua manutenção é essencial para evitar avarias, as quais para além do seu custo de reparação poderão acarretar elevados custos pela deterioração dos bens em conservação

Objetivos

No fim do módulo os formandos serão capazes identificar oportunidades de melhoria de eficiência do sistema de AVAC assim bem como os princípais pontos de manutenção para optimizar a eficiência operacional da sua instalação.

Programa

  • Principais Tipos de Sistemas AVAC
    • Sistemas Ar-Ar
      • Rooftop
      • Unidade de Tratamento de Ar (UTA)
    • Sistemas Ar-Água
      • Ventiloconvectores
      • Radiadores
      • Aerotermos
    • Sistemas Água-Água
      • Unidade de climatização de condensação a água
      • Bombas de calor geotérmicas
    • Sistemas de Expansão Directa
      • Splits
      • Multi-splits
      • VRV e VRF
  • Equipamentos dos sistemas AVAC
    • Produção
      • Chiller, Chiller Bomba de Calor, Chiller com recuperação, chiller 4 tubos
      • Caldeira – gás, gasóleo e biomassa
      • VRV / VRF
      • Rooftop
      • Torre de Arrefecimento
      • Ventiladores
    • Transporte de Fluidos
      • Tubagem
      • Condutas
    • Difusão
      • Difusores – alcançe, velocidade de zona ocupada e temperatura de zona ocupada
      • Grelhas
      • Condutas têxteris microperfuradas
      • Ventiloconvectores (aerotermos)
      • Radiadores
      • Vigas arrefecidas
      • Piso Radiante
    • Oportunidades para optimização da eficiência
      • Freecooling
      • Temperatura necessária para água de um chiller
      • Sistemas de baixa temperatura no aquecimento
      • Variação de velocidade das bombas circuladoras em função da pressão ou temperatura
      • Variação de velocidade dos ventiladores em função da pressão ou temperatura
      • Sistemas predictivos em função do horário, condições exteriores e inércia do edifício
      • Regulação da banda morta
      • Acumulação em períodos de maior eficiência e menor custo energético
      • Indumentária
  • Circuito de Refrigeração por Compressão
    • Princípio básico de funcionamento
    • Principais equipamentos utilizados na sua construção
      • Compressor
        • Aberto, Semi-hermético e Hermético
      • Evaporador
        • Forçado ou Estático
        • Ar, água ou outro fluido
      • Condensador
        • Forçado ou Estático
        • Ar, água ou outro fluido
      • Dispositivo de Laminagem
        • Mecânico ou Electromecânico e electrónico
      • Elementos do circuito (filtro secador, válvula solenóide, etc..)
    • Eficiência do ciclo (COP, EER, SEER)
    • Oportunidades para optimização da sua eficiência
      • Sobreaquecimento
      • Subarrefecimento
      • Rendimento isentrópico do compressor
      • Temperatura de Condensação
      • Temperatura de Evaporação
      • Recuperação de calor de descarga do compressor (sensível)
      • Recuperação de calor de condensação
      • Escalonamento da instalação – requisitos de capacidade variam ao longo do ano
      • Controlo modulante da pressão de condensação
      • Eficiência dos motores dos compressores, ventiladores ou bombas
      • Acoplamentos directos vs transmissão por correias
  • Manutenção
    • Introdução à Manutenção Preventiva (Sistemática e Predictiva) e Manutenção Curativa
      • Vida útil de uma instalação AVAC – custo de instalação vs custo de exploração
      • Custos de exploração vs custos da manutenção
      • Identificação dos equipamentos e localização – Ordens de Trabalho (OT)
      • Telas Finais das especialidades hidráulica, aeráulica e eléctrica com a respectiva identificação
    • Manutenção Preventiva - Predictiva
      • Termografia
      • Ultrasons
      • Análise de Vibrações
      • Detector de fugas electrónico
      • Monitorização
        • Sondas de temperatura
        • Sondas de pressão (transdutores de pressão)
        • Sondas de velocidade
        • Pressostatos diferenciais
        • Analisador de energia elétrica
        • Contador de Energia Térmica (entálpico)
        • Contador de consumo – água, gás, …
        • Aquisição de dados e possível ligação à GTC
    • Manutenção Sistemática
      • Ventiladores
        • Transmissão por correias
          • Tensionamento
          • Alinhamento
          • Escorregamento
          • Chumaceiras
        • Acoplamento directo
          • Alinhamento
          • Chumaceira
      • Filtros de ar
        • Substituição de filtros colmatados (perda de carga)
        • Hermeticidade da caixa e entre filtos
        • Lavagem de filtros (plásticos ou metálicos)
      • Caldeira
        • Admissão de ar
        • Esgoto de condensados
        • Pressão de alimentação do gás (redutor de pressão)
        • Pressão de alimentação do gasóleo (filtro da bomba)
        • Humidade presente na Biomassa
        • Afinação da combustão – analisador de gases de combustão
        • Isolamento do corpo da caldeira
        • Detector de combustível em caso de fuga
        • Limpeza da zona de combustão
      • Permutadores (permutador a água, permutador de expansão directa, permutador de placas, permutador “shell&tube”)
        • Estado de conservação à corrosão
        • Estado das alhetas
        • Incrustações
        • Filtros
      • Termostatos de Pressostatos
        • Controlo
          • Verificar desvio face ao valor pedido
          • Verificar actuação segundo o diferencial regulado
        • Segurança
          • Válvula de segurança por pressão
          • Termostatos de segurança
          • Válvulas redutoras de pressão
      • Tubagens
        • Isolamento
        • Ligações flexíveis
      • Válvulas, Registos e Actuaradores
        • Comutação das válvulas sem fuga interna entre canais
        • Posicionamento dos Registos
        • Posicionamento dos Actuadores
      • Sistema de Tratamento de água
        • Doseamento por impulsos
          • Inibidor de corrosão
        • Anti-calcário
        • Análise à água do circuito fechado
        • Análise à água de alimentação
      • Motores e Alimentação eléctrica
        • Valor dos enrolamentos
        • Nº de arranques (mesmo com arrancador suave ou variador de velocidade)
        • Regime de funcionamento com variador de velocidade
        • Sobretensão
        • Subtensão
        • Desíquilibrio de fases
        • Harmónicos
        • Cavas
        • Flickers
      • Chiller, Rooftops e VRV
        • Sobreaquecimento
        • Subarrefecimento
        • Temperatura de Descarga do compressor
        • Acidez de óleo do compressor
      • Evaporador
        • Limpeza (incrustações)
        • Descongelação (sistema de descongelação)
        • Ventiladores (se não for estático)
        • Bloqueio da circulação do ar pelos produtos armazenados – curto circuito de ar
        • Alhetas irregulares impedindo o fluxo de ar
      • Condensador
        • Limpeza (incrustações)
        • Ventiladores (se não for estático)
        • Exposição solar (sombreamento)
        • Bloqueadores de fluxo
        • Alhetas irregulares impedindo o fluxo de ar
      • Compressor
        • Nível Óleo
        • Componente elétrica de potência
        • Acidez do óleo
        • Resistência elétrica de cárter
        • Válvulas solenóide para o sistema de regulação de capacidade
        • Apoios antivibráticos
        • Pressostato diferencial da bomba de óleo (no caso dos compressores com circulação forçada)
      • Dispositivo de Laminagem
        • Válvula de expansão termostática (mecânica) vs Válvula de expansão electrónica
        • Colocação do Bulbo da válvula de expansão
      • Termostatos de Pressostatos
        • Controlo
          • Verificar desvio face ao valor pedido
          • Verificar actuação segundo o diferencial regulado
        • Segurança
          • Forçar e verificar a sua actuação
      • Tubagens
        • Isolamento
        • Vibrações
        • Ligações flexíveis
      • Visor de líquido e indicador de humidade
        • Verificar se há indicação de humidade
        • Verificar se o fluído está a borbulhar
      • Filtro Secador
        • Diferencial de temperatura
      • Válvulas de Segurança
        • Verificar o selo de segurança
        • Verificar existência de óleo na proximidade
    • Sintomas de Avaria e Causas Prováveis
      • Pressão e Condensação muito alta
      • Pressão e Condensação muito baixa
      • Temperaduta de descarga do compressor elevada
      • Camada de gelo após o filtro secaDOr

Quadros Elétricos AVAC - Instalação e Manutenção

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A eficiência dos equipamentos AVAC, dependem em grande parte dos quadros elétricos, responsáveis pelas proteções e sistemas de controlo.
Será importante saber como lidar no âmbito da manutenção elétrica com estes equipamentos evitando paragens prolongadas e eventuais riscos elétricos associados devido á falta de manutenção e controlo.
A correta regulação do sistema dará um contributo importante no âmbito da eficiência energética.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer a legislação que regula os quadros elétricos AVAC
  • Conhecer os procedimentos de manutenção preventiva
  • Resolver avarias nos sistemas de controlo e proteção
  • Desenvolver um plano de manutenção preventiva

Programa

  • Princípios básicos de uma instalação elétrica segura
  • Legislação de suporte
  • Proteções
  • Classificação dos quadros elétricos quanto á classe de isolamento
  • Índices de proteção IP e IK
  • Exigências construtivas. A norma IEC61439
  • Considerações gerais acerca do pessoal competente para operar com um quadro elétrico (BA4) e pessoal competente para proceder á sua manutenção.
  • Pontos críticos a inspecionar
  • A importância dos controladores e PLCs na gestão de um sistema AVAC
  • Controlo de temperatura
    • On/Off e PID
    • Transdutores de temperatura
    • NTC. PTC
    • PT100 PT1000
  • Transdutores de pressão
  • Acionamento de registos
  • Motores elétricos
    • Classificação
    • Modo de funcionamento
    • Caraterísticas técnicas
    • Instalação
    • Acionamento de motores elétricos
    • Arranque direto
    • Estrela triângulo
    • Vantagens da variação de frequência
  • Considerações gerais sobre a eficiência energéticas de sistemas AVAC
  • Plano de manutenção preventiva

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Apresentação de alguns sensores
  • Exemplificação de testes
  • Análise de casos práticos
  • Desenvolvimento de programas de manutenção

Gestão Técnica Centralizada

Tiago Oliveira, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A GTC – Gestão Técnica Centralizada, no âmbito da habitação, habitualmente denominada por Domótica, tem hoje um papel preponderante na melhoria, eficiência e monitorização das instalações AVAC que estão maioritariamente associadas aos edifícios de Comércio e Serviços e Indústria e no Frio Industrial que está maioritariamente associado à conservação de bens alimentares pelo que típicamente é uma instalação crítica.

Objetivos

No fim do módulo os formandos serão capazes identificar oportunidades de melhoria de eficiência do sistema de AVAC assim bem como os princípais pontos de manutenção para optimizar a eficiência operacional da sua instalação.

Programa

  • Principais Tipos de Sistemas GTC (BMS)
    • Monitorização
    • Controlo Adaptativo em função das necessidades
    • Contabilização energética
    • Cálculo de Eficiência
    • Limitação do controlo local
    • Protocolos de Comunicação
      • Modbus
      • Lonworks
      • Bacnet
      • Profibus
      • KNX
    • Histórico
    • Entradas e saídas digitais e analógicas e de impulsos
      • Monitorização
        • Sondas de temperatura
        • Sondas de humidade
        • Sondas de pressão (transdutores de pressão)
        • Sondas de velocidade
        • Sondas de QAI
        • Pressostatos diferenciais
        • Analisador/Contador de energia elétrica
        • Contador de Energia Térmica (entálpico)
        • Contador de consumo - água, gás, …

Sistemas de Bombagem

Paulo Costa, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

Os sistemas de bombagem, estão presentes desde há muito no nosso dia a dia, desde a mais simples aplicação de levarem água às nossas casas até às mais complexas como sejam as associadas à produção industrial dos mais variados sectores de actividade. E nestas cadeias de produção são muitos os circuitos onde a presença de bombas é indispensável representando, desta forma, uma importante fatia na factura energética total (factor fundamental para a competitividade da nossa indústria no mercado global). Em estudos recentemente realizados na União Europeia, o consumo energético total no sector Industria representa cerca de 42% do consumo energético total e – destes – 30% estão associados a bombas representado um consumo anual de 300 TW (terawatt) ano!

Torna-se, por tudo isto, fundamental estar dotado dos conhecimentos adequados à correcta selecção destes equipamentos, tendo em consideração as suas características construtivas, a fiabilidade dos seus componentes, a eficiência energética, os modos de operação permitidos e a sua cuidada manutenção.

Objetivos

No final deste módulo os formandos estarão habilitados a uma eficiente selecção e utilização de bombas centrífugas, nomeadamente:

  • No projecto e dimensionamento hidráulico; parâmetros e características a considerar
  • Na selecção do tipo de bomba; tipos de instalação e características construtivas
  • No conhecimento dos principais componentes de uma bomba; materiais, tipos de impulsor e sistemas de selagem.
  • A avaliar a influência do dimensionamento da instalação no consumo energético
  • A utilizar o conceito "LCC - Life Cycle Costs" como ferramenta de apoio à decisão
  • No conhecimento da legislação “ErP – Energy Related Products” e sua aplicação
  • Na utilização da variação de velocidade; Vantagens e limitações
  • Em motores de alto rendimento; Características e vantagens.
  • Nos cuidados a ter no manuseamento, instalação e operação destes equipamentos, e
  • No controlo de condição e operações de manutenção previstos.

Programa

  • Definir os parâmetros necessários ao dimensionamento
    • Caudal
    • Altura manométrica / Pressão
    • Influência do peso específico do fluído
    • Influência da viscosidade cinemática e suas limitações
  • Qual o tipo de bomba mais indicada à aplicação – critérios de selecção a utilizar
    • Tipo de instalação
    • Tipo de bomba
    • Tipo de impulsor
    • Sistema de selagem mais adequado
    • Materiais construtivos
  • Dimensionamento da bomba
    • Critérios de selecção
    • Conceito “Caudal óptimo” e suas implicações no desempenho do equipamento
    • “Life Cycle Costs” como critério de avaliação e comparação de soluções
    • Cavitação – causas e soluções
  • Variação de velocidade
    • Considerações gerais e tendências
    • Enquadramento legal (legislação “ErP”)
    • Factores a ter em conta nesta opção
    • Exemplos de cálculo e simulações de optimização energética
  • Optimização energética de instalações existentes
    • “Ferramentas” e métodos de avaliação
    • Apresentação de resultados – “Case Studies”
  • Cuidados no Transporte, armazenagem e Instalação
    • Transporte seguro
    • Preservação dos equipamentos em armazém
    • Fixação ao maciço
    • Alinhamentos finais
  • Operação e controlo de condição
  • Manutenção
  • Avarias: Causas e Soluções

Metodologia

Este módulo será apresentado com recurso a diversos meios audiovisuais. Serão apresentados alguns exercícios práticos que serão em seguida analisados e debatidos entre os formandos ponderando os vários cenários apresentados.

Manutenção de Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas - ATEX

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A colocação de equipamentos elétricos em atmosferas explosivas constitui uma das principais fontes de ignição. O arco elétrico proveniente do acionamento de um contacto ou de uma descarga eletrostática pode ser um detonador. Proteger as pessoas e bens tendo em conta o nível de perigosidade e adequar os dispositivos elétricos de uma forma segura, aplicando a legislação será pois um dos principais objetivos desta formação.
Empresas que operam em ambientes ATEX, com áreas classificadas os seus técnicos, responsáveis de segurança e outros quadros técnicos, deverão estar devidamente preparados para proceder á inspeção e manutenção dos equipamentos elétricos em segurança, de acordo com a legislação.
A sua inspeção e manutenção são fundamentais para garantir a segurança das pessoas e bens.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Possuir os conceitos básicos sobre a diretiva ATEX
  • Conhecer a legislação vigente
  • Aplicar corretamente os equipamentos elétricos e proteções específicas em atmosferas explosivas
  • Identificar símbolos e códigos dos equipamentos utilizados de acordo com as áreas classificadas a instalar
  • Aplicar corretamente os dispositivos elétricos face ao nível de perigosidade
  • Saber como atuar em caso de uma intervenção para manutenção
  • Desenvolver um plano de manutenção.
  • Aplicar a norma IEC 60079-17 - Inspeção e Manutenção

Programa

  • Introdução. Noções base
  • Enquadramento legal
  • Classificação das áreas perigosas
  • Sinalização
  • Diretiva94/9/EC
  • Códigos e referências associadas a ambientes ATEX
  • Exigências essenciais dos aparelhos e sistemas de proteção
  • Rotulagem dos equipamentos elétricos Ex
  • Instalações elétricas com fontes de ignição
  • Eletricidade estática
  • Requisitos mínimos dos circuitos de terra de proteção
  • Instalações de armazenamento, transfega e enchimento de combustíveis líquidos ou gasosos
    • Postos de abastecimento de combustíveis
    • Locais de manutenção e de verificação de veículos motorizados
  • Requisitos dos dispositivos elétricos para atmosferas explosivas
  • A norma IEC 60079-17 – Inspeção e Manutenção de Equipamentos de Instalações Elétricas
    • Considerações gerais acerca do intervalo das inspeções
    • Competência do pessoal. Pessoal qualificado
    • Requisitos e toda a documentação necessária para se proceder á inspeção
    • As ferramentas portáteis
    • Verificação do circuito de terra se cumpre os requisitos legais
    • Teste de continuidades segundo a norma EN 61557-2 a tubagens e estruturas metálicas com ligação á terra para fins de equipotencialidade eletrostática
    • Fatores que contribuem para a degradação do equipamento
    • Aspetos a verificar durante a inspeção
    • Desenvolvimento de um check list com base na norma IEC 60079-17, para verificação da conformidade dos equipamentos elétricos

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Filme ilustrativo das aplicações
  • Análise de caso práticos através de imagens de situações a corrigir
  • Desenvolvimento de um plano de manutenção de uma instalação ATEX

Projeto de Sistemas Fotovoltaicos - Autoconsumo

Fernando Pita, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

A energia fotovoltaica é gratuita e de todos. Cabe-nos tirar partido dessa fonte de energia, tendo em conta os custos da energia na atualidade e o seu peso na competitividade.
Será importante avaliar um projeto de investimento fotovoltaico, considerando o tempo de retorno.
Esta disciplina tem por finalidade desenvolver conhecimentos técnicos do domínio da energia fotovoltaica e quais os caminhos a seguir que nos permite a legislação.

Objetivos

No final desta disciplina os participantes serão capazes de:

  • Conhecer as disposições gerais da legislação
  • Saber o que prevê a nova legislação no domínio das energias renováveis
  • Conhecer a linguagem técnica associada a sistemas PV
  • Avaliar a viabilidade de investimento num sistema de autoconsumo
  • Avaliar a qualidade de execução técnica de uma instalação fotovoltaica

Programa

  • Introdução
  • Conceitos básicos de Energia Solar
  • Enquadramento legislativo para o autoconsumo e pequena produção distribuída.
  • Oportunidades de investimento
  • Vantagens do novo modelo de produção distribuída
  • Requisitos gerais das UPAC
  • Regulamentos específicos
  • Processo de registo de uma UPAC
  • Remuneração da energia entregue á rede
  • Equipamentos
    • Tipos de módulos PV
    • Inversores
    • Equipamentos de contagem de energia
    • Cabos e conexões
    • Quadros elétricos
    • Proteções
  • Ligações á rede
  • Terras
  • Sinalética
  • Aspetos construtivos
  • Análise da viabilidade económica de um sistema de autoconsumo.
  • Estudo de casos reais

Metodologia

  • Apresentação em PPT
  • Ilustração de sistemas reais
  • Análise de investimento e retorno de um sistema de autoconsumo

Postos de Transformação: Tecnologias, Projeto, Exploração e Manutenção

António Gomes, Eng. (Clique para ver CV)
André Sá, Eng. (Clique para ver CV)

Introdução

Os Postos de Transformação e Seccionamento (PTS), enquadram-se num sistema de distribuição de energia elétrica, entre as redes de distribuição de média tensão (MT) e as redes de distribuição de baixa tensão (BT), efetuando através dos transformadores de MT/BT a necessária transformação para alimentação direta dos recetores. Os PTS localizam-se assim próximos dos centros de consumo, em diferentes áreas geográficas e com exigências diversas: zonas rurais, semi-urbanas e urbanas, zonas industriais, loteamentos e urbanizações, zonas de baixa, média ou elevada densidade de carga, com média ou elevada exigência de qualidade de serviço, de domínio público ou privado, etc.
Na formação, serão discutidos os aspetos relacionados com o projeto, execução e exploração dos PTS, tendo por premissa que a segurança de pessoas, das instalações e dos equipamentos elétricos é a principal preocupação dos técnicos responsáveis pelo projeto, execução e exploração e manutenção dos postos de transformação e seccionamento.
Assim, o projeto deverá conferir, uma garantia de adequabilidade, qualidade, segurança, funcionalidade, flexibilidade e fiabilidade das instalações, de diminuição dos custos de execução e exploração das instalações, mas também funcionar como um elemento dinamizador da aplicação de novos materiais, equipamentos e soluções tecnológicas.
Durante a execução das instalações deve-se garantir que as mesmas são executadas em conformidade com o definido no projeto, cumprindo a regulamentação e demais legislação aplicável, observando as boas regras da arte e da técnica.
A exploração e manutenção das instalações, deve garantir, através da realização de verificações periódicas, que as instalações mantêm as condições de segurança e funcionamento, objeto de verificação aquando da realização da verificação inicial, antes da sua entrada em funcionamento.

Objetivos

Dotar os formandos de conhecimentos técnicos, tecnológicos, regulamentares e normativos sobre a temática dos postos de transformação e seccionamento, nomeadamente no que se refere ao projeto, execução e exploração.

No fim do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Identificar os principais tipos de PTS.
  • Identificar os principais materiais e equipamentos usados nos PTS.
  • Conhecer as normas e regulamentos aplicáveis aos PTS.
  • Conhecerem os fundamentos do projeto de PTS
  • Conhecer os ensaios e procedimentos de exploração e manutenção de PTS

Programa

  1. Sistema elétrico de energia
  2. Regulamentos, projetos-tipo, guias-técncios, documentos normativos EDP-Distribuição
    1. Regulamentos
    2. Projetos-tipo
    3. Documentos normativos EDP-Distribuição
  3. Equipamentos e aparelhagem usados nos PTS
    1. Transformador de potência
    2. Transformadores de medida
    3. Seccionador
    4. Interruptor
    5. Interruptor–seccionador
    6. Corta-circuito fusível
    7. Interruptor-seccionador-fusível
    8. Disjuntor
    9. Quadros metálicos pré-fabricados
  4. Classificação dos postos de transformação e seccionamento
    1. Classificação quanto ao serviço prestado
    2. Classificação quanto à função desempenhada
    3. Classificação quanto à instalação
    4. Classificação quanto ao tipo de alimentação
    5. Classificação quanto ao modo de alimentação
    6. Classificação quanto ao modo de exploração
    7. Classificação quanto ao tipo de aparelhagem de média tensão
  5. Postos de transformação aéreos
    1. Postos de transformação aéreos do tipo A
    2. Posto de transformação aéreo do tipo AS
    3. Posto de transformação aéreo do tipo AI
  6. Postos de transformação de interior
    1. Postos de transformação em cabina alta
    2. Postos de transformação em cabina baixa
    3. Postos de transformação em cabina baixa de construção tradicional
    4. Postos de transformação em cabina baixa pré-fabricados compactos
    5. Postos de transformação em cabina baixa em edifício de outros usos
    6. Postos de transformação em cabina baixa subterrâneos
  7. Projeto de postos de transformação e seccionamento
    1. Dados de projeto
    2. Potência a instalar
    3. Projeto (Recurso a software comercial)
  8. Ligação à rede de postos de transformação de cliente
  9. Exploração e manutenção de postos de transformação
    1. Disposições legais aplicáveis
    2. Procedimento de exploração
    3. Manutenção preventiva sistemática
    4. Manutenção preventiva condicionada
    5. Recomendações de exploração

Metodologia

Ao longo do curso serão utilizados os diversos métodos e técnicas pedagógicas adequados às características do público-alvo:

  • Método expositivo
  • Método demonstrativo
  • Método interrogativo
  • Método activo
  • Exposição e discussão de temas
  • Casos práticos (adequados a cada tema)
  • Role – Playing
  • Dinâmicas de grupo (adequadas à exploração de cada tema)
  • Exploração de sistemas multimédia com finalidades pedagógicas