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Gestão de Operações e
Serviços Industriais
Pós-Graduação 11ª Edição
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Disciplinas

Líderes do futuro em setores maduros

Prof. Baptista da Costa (Clique para ver CV)

Introdução

Os setores de atividade maduros ocupam grandes territórios, e a inovação precisa de novos espaços. Nos legacy sectors, a inovação tem de saltar de paraquedas para o espaço ocupado. Entre os setores maduros estão os de energia, serviços de saúde, grande parte da indústria, construção civil, transportes, setor financeiro e administração pública, que representam a maior parte do PIB.

Estas empresas resistem à inovação até que ela se encaixe no seu paradigma social, político, econômico e tecnológico.
Nos setores maduros aumentam o número de empresas que sofrem pressão para baixar preços e margens como consequência da maior pressão competitiva. As empresas conseguem defender o seu rendimento aumentando o volume de vendas e aproveitando economias de escala, muitas vezes mediante fusões, aquisições e alianças.

Com o aumento do ritmo da mudança nos ambientes tecnológico, económico, político e sociocultural, os líderes devem pensar como artífices da mudança, porque o problema não consiste apenas em como adquirir novos conceitos e aptidões, mas também em como desaprender as coisas que já não são úteis para a organização. Desaprender é um processo totalmente distinto, que implica ansiedade, atitudes defensivas e resistência à mudança.

O líder pode criar uma nova organização com novos procedimentos, mas a formação da cultura requer a aprendizagem coletiva e experiências repetitivas de êxito ou fracasso.
Os líderes comunicam com o exemplo e dirigem a mudança. Os líderes do futuro, onde a única constante será a aprendizagem e mudança perpétuas, terão de possuir uma maior proporção de caraterísticas tais como: Perceção e compreensão do mundo; Motivação; Força emocional; Aptidões culturais; Implicar os outros; Estimular que a liderança floresça em toda a organização.

Ao longo do seminário, vamos abordar os seguintes temas:

  • Quais as características do ambiente tecnológico atual e futuro?
  • Qual o seu impacto nas pessoas e nas organizações?
  • Qual o ambiente político, económico e social nos setores maduros?
  • Qual o impacte da inovação organizacional no rendimento das empresas?
  • A liderança tem impacto do rendimento das organizações?
  • Que tipo de liderança nos anuncia o futuro, muito marcado pelas tecnologias?
Objetivos
  • Compreender a importância da Liderança, no âmbito da Gestão das Operações e Serviços Industriais, em setores de atividade maduros e como a tornar efetiva.
Programa
  1. Introdução;
  2. Conceito de Rendimento;
  3. A importância económica e social dos setores maduros;
  4. Modelos de Liderança;
  5. Líderes;
  6. Líderes do Futuro.

Gestão de Projectos

Eng. Jorge Oliveira (Clique para ver CV)

Introdução

A filosofia da Gestão de Projectos aplica-se a todos os níveis da gestão.
A Gestão de Projectos é insubstituível para o sucesso na realização de objectivos críticos para as empresas, nomeadamente:

  • Concepção e implementação de sistemas de gestão;
  • Introdução e melhoria de tecnologias e processos;
  • Definição, implementação e monitorização de projectos de investimento;
  • Realização de obras e eventos;
  • Criação de empresas.

Os seus métodos e técnicas são também preciosos para a gestão de actividades continuadas.
O método, original, utilizado neste módulo, coloca a gestão de projectos ao alcance de todos, com uma abordagem simples, sistemática e tremendamente eficaz, aplicável a projectos de qualquer nível de complexidade.

Objetivos
  • Dominar os conceitos, princípios, métodos e técnicas da Gestão de Projectos;
  • Saber gerir eficientemente os projectos, de qualquer tipo e dimensão.
Programa
  1. Gestão Eficiente de Projectos
  2. O Vade-mécum do Projecto
  3. Gestão dos Objectivos
  4. Gestão das Entregas
  5. Gestão das Actividades
  6. Gestão dos Recursos
  7. Gestão das Partes Interessadas
  8. Gestão das Relações
  9. Gestão da Comunicação
  10. Gestão dos Riscos do Projecto
  11. Gestão do Ciclo de Vida do Projecto
  12. Gestão dos Documentos do Projecto
Métodos
  • Aplicação directa, durante as sessões, a cada um dos projectos dos Participantes, da teoria e dos métodos desenvolvidos;
  • Os projectos dos Participantes serão usados como casos de aplicação prática, de análise e de amplo debate dos conceitos e dos fundamentos dos métodos;
  • Estímulo permanente da intervenção e espírito crítico de todos;
  • No fim do módulo, cada Participante obterá um guia prático, estruturado e fundamentado, para a realização do seu projecto.

Gestão de Operações Industriais

Eng. Nuno França (Clique para ver CV)

Introdução

A Gestão de Operações tem como responsabilidade a gestão dos processos (atividades) que produzem os produtos ou serviços que uma empresa disponibiliza ao mercado. Sem quaisquer dúvidas, que é uma das funções nucleares de qualquer empresa, independentemente do seu ramo de atividade. Nem todas as empresas dispõem de um departamento chamado operações, mas todas terão operações/atividades/processos, em que as decisões a tomar serão semelhantes e dizem respeito à forma como produzem produtos ou serviços, nomeadamente no que diz respeito ao planeamento das atividades, utilização eficaz dos recursos e à seleção dos indicadores a utilizar na monitorização da performance organizacional.

O gestor de operações é um elemento preponderante em qualquer sistema de gestão de qualquer empresa. À sua equipa caberá a responsabilidade última pela criação de valor ou seja a produção dos produtos ou serviços. O campo de atuação de um gestor de operações engloba o planeamento, organização, coordenação, monitorização e controlo, assumindo uma preponderância fundamental no sucesso duradoiro das empresas.

Esta Disciplina inclui uma visita à Empresa Revigrés, com formação prática, no "terreno", no dia 22 de Novembro 2019

Objetivos

No final do Módulo, os Formandos serão capazes de:

  • Compreender o papel da “moderna” Gestão de Operações numa empresa
  • Formular uma estratégia de operações de acordo com a orientação da empresa
  • Estar familiarizado com os conceitos da “moderna” Gestão de operações
  • Compreender a dinâmica do sistema MRP e a sua integração num ERP (gestão integrada)
  • Selecionar e implementar indicadores de performance (KPI) de acordo com a especificidade da atividade/operação/empresa.
  • Compreender e implementar o pensamento “lean” de acordo com a especificidade da atividade/operação/empresa
Programa
  1. Gestão de operações (Introdução e conceitos)
    • O que é a gestão de operações?
    • Componentes da Gestão de operações
    • Âmbito da função Gestor de operações
    • Enquadramento da função “Gestor de operações” numa organização.
    • Exemplos de sistemas de operações
    • Objetivos da gestão de operações
  2. Estratégia das Operações
    • Fatores de competitividade
    • Perspetivas na formulação da Estratégia de operações
    • Conceitos: Visão estratégica, missão, estratégia, tática,..
    • Fases da estratégia de operações
    • Medição da “Performance”
    • Exercício prático: Visão/Missão/Objetivos
    • Ciclo de vida dos produtos
    • Estratégias de fabrico
  3. Planeamento e controlo de operações
    • Conceitos (Lead time, lote size, WIP, SS, BOM, MPS, MRP, ERP, CRP, Qee, Forecast, kanban, pull-flow, BTS..)
    • Planeamento longo prazo (planeamento agregado, plano mestre (MPS), BOM)
    • Planeamento médio prazo (MRP)
    • Planeamento curto prazo (programação, escalonamento
    • Alternativas ao modelo MRP (JIT, WLC, OPT)
    • Controlo de Produção
    • ERP – Abordagem integrada
  4. Avaliação de desempenho
    • Medir para gerir
    • O porquê de avaliar o desempenho
    • Agentes envolvidos
    • Objetivos e medida (EVA ,BSC e EFQM)
    • KPI´S (diretos e relativos)
    • Produtividade, disponibilidade equipamentos, OEE, qualidade, BTS…
  5. Pensamento lean na gestão de operações
    • As 7 formas de desperdício (Muda)
    • Princípios base do pensamento lean na gestão de operações
    • Breve introdução de conceitos - 5S, TPM, SMED´s, células de trabalho, Gestão da qualidade, VSM, Mura, Muri,..
    • Sistema Kanban / Pull flow
    • Como implementar o pensamento lean na gestão de operações, condições de sucesso, dificuldades

Gestão de Energia e Eficiência Energética

Eng. Luís Braga (Clique para ver CV)

Introdução

“O preço de fornecimento de energia praticado em Portugal, infelizmente, continua a ser um custo de produção que nos faz perder competitividade” – Eng. José Ramos (Presidente da Toyota Caetano Portugal)

A energia corresponde a uma parcela significativa dos custos de exploração das organizações estando cumulativamente presente nas análises empresariais. Aliada a esta presença, as muito presentes questões ambientais associadas à utilização intensiva de energia colocam a eficiência energética e a gestão de energia como uma das prioridades de gestão empresarial.

A energia é um custo de exploração com grande impacto no preço do produto fabricado. Para competir há que minimizar a componente energética do custo de um produto. Poupar energia pode querer dizer ganhar um mercado!

Objetivos

No final do módulo os Formandos serão capazes de:

  • Identificar os vários tipos de energia.
  • Verificar e analisar criticamente o consumo energético da sua organização, consumo específico e outros indicadores associados.
  • Conhecer e colocar em prática a legislação sobre eficiência energética nomeadamente auditorias energéticas.
  • Conhecer os mecanismos de gestão de energia disponíveis e adapta-los à sua organização, nomeadamente integração funcional no organigrama da empresa, formação
  • operação com grupos de trabalho e respetivos planos de ação.
  • Conhecer os normativos de certificação aplicáveis à gestão de energia.
  • Conhecer e desenhar soluções simples de sistemas técnicos de gestão de energia.
Programa
  • Introdução
  • Formas de energia
  • Custos energéticos e contabilidade energética.
  • Conversão para TEP e kg CO2e
  • Determinação de consumos específicos, Intensidade energética, Intensidade carbónica.
  • Legislação energética
  • Auditorias energéticas: Métodos, conteúdos, enquadramento legal.
  • Sistemas de gestão de energia: enquadramento organizacional, tarefas.
  • Grupo de trabalho vs auditor interno
  • Sistemas energéticos: eletricidade e calor.
  • Medidas de redução do consumo de energia, térmica e eletricidade.

Organização e Gestão da Manutenção

Eng. Pedro Rompante (Clique para ver CV)

Introdução

A Manutenção é uma área chave nas operações industriais e pode contribuir decisivamente para a viabilização económica de muitas empresas. Paradoxalmente, nem sempre é olhada com a importância que têm, muitas vezes pelos próprios profissionais da Manutenção. É comum, para aqueles que trabalham na Manutenção, se sinterem esmagados pelas inúmeras solicitações, pelas avarias que não param de surgir ou pela crescente complexidade dos equipamentos. Não é fácil ser gestor de Manutenção e essa dificuldade aparece em muitos países industriais modernos. Esta dificuldade pode tornar difícil perceber quanto a Manutenção pode melhorar a Gestão de Operações nas empresas. É necessária uma mudança cultural, para encarar a Manutenção não como um meio de manter equipamentos, para passar a encará-la como um investimento num sistema organizado de gestão, capaz de garantir o cumprimento das funções dos equipamentos, minimizando o custo do seu ciclo de vida. É uma mudança subtil, mas que faz toda a diferença e, se for correctamente implementada, pode revolucionar o papel da Manutenção e do Gestor de Manutenção.

Objetivos

No final do curso, os formandos serão capazes de:

  • Organizar a Manutenção nas suas Empresas, de forma simples e prática;
  • Definir um sistema de custeio para apurar o custo de manutenção de cada equipamento;
  • Definir planos de manutenção preventiva uteis e práticos, baseados na função;
  • Desenvolver competências na análise de avarias, de forma a promover a melhoria continua e eliminar as avarias recorrentes;
  • Compreender a importância da Manutenção Condicionada, e como a usar de forma eficaz;
  • Desenvolver competências para avaliar da manutenibilidade dos equipamentos, para poder influenciar a escolha de novos equipamentos e prever o seu custo de manutenção;
  • Organizar e definir as linhas gerais de um Armazém da Manutenção.
Programa
  1. Introdução
    1. Introdução
    2. Legislação aplicável
    3. Normas Aplicáveis
  2. Como manter as funções dos equipamentos
    1. Manutenção Preventiva e Condicionada
    2. Aspectos Técnicos que Condicionam a Manutenção
      • Mecânica da Fratura;
      • Fadiga
      • Lubrificação
      • Corrosão
      • Soldadura
      • Tratamento de Águas Industriais
      • Eletricidade
      • Contaminação de Fluidos Lubrificantes
    3. Elaboração de Planos de Manutenção
    4. Operacionalização da Manutenção “Como pôr tudo a andar”
      • Codificação de Equipamentos
      • Impressos associados à Manutenção
      • Organização do Trabalho e sua Validação
      • Armazém da Manutenção
      • Cálculo de Fiabilidade
      • Análise de Avarias (registo, FMEA e FMECA)
    5. TPM – Total Productive Maintenance
    6. RCM – Reliability Centred Maintenance
    7. PM – Precision Maintenance
  3. Como minimizar o custo da vida útil dos equipamentos
    1. Custos Referentes à Utilização de Equipamentos
    2. Orçamentação da Manutenção
    3. Avaliação Económica de Grandes Reparações, Substituição de Equipamentos e Aluguer de Equipamentos
    4. Subcontratação de Serviços
    5. Sistemas de Informação
    6. Indicadores
    7. EMMs – Equipamentos de Monitorização e Medição
  4. O Futuro da Manutenção
    1. O que vai mudar na Manutenção e o que já está a mudar

Gestão de Stocks e Armazéns

Eng. Carla Neiva (Clique para ver CV)

Introdução

Com os stocks a representar uma fatia muito significativa do capital investido de uma empresa, a sua eficiente gestão é vital para a sustentabilidade das empresas, pois caso surja uma acumulação de stocks, a empresa pode ver comprometida a sua liquidez. A existência de stock é no entanto estratégica para as empresas de forma a garantir o serviço ao cliente, pelo que, o objetivo não é o de Zero Stock, mas sim manter o nível ideal (eficiente) de stock.

A existência de stock, seja muito ou pouco, implica obrigatoriamente a sua armazenagem e movimentação pelo que, mesmo a mais eficiente gestão de stocks obriga à gestão de armazéns.

A gestão do armazém está diretamente ligada à cadeia de valor, desde a receção de materiais e componentes à transferência de produtos acabados para os clientes finais, passando pelo abastecimento à produção. Com a crescente utilização de serviços externos de suporte à produção, o armazém passa também a ter um papel adicional de plataforma de ligação com esses mesmos subcontratados. A gestão de armazéns deverá ter em conta aspetos como a mão-de-obra, o espaço e a sua maximização e a movimentação dos materiais.

A atual dispersão mundial dos fornecedores que obriga a maior stock de segurança versus maior exigência e volatilidade dos clientes que transformam os stocks em “risco”fazem da gestão dos armazéns um dos pilares da logística, com crescente necessidade de reabastecimentos rápidos, constante racionalização e, consequente diminuição.

Objetivos

No final do módulo, os formandos serão capazes de:

  • Compreender a relação entre Satisfação do Cliente e Capital imobilizado, e necessidade da existência de stocks;
  • Diagnosticar, classificar e gerir os stocks, nas suas componentes física, administrativa e económica;
  • Catalogar os diferentes tipos de stock bem como atribuir diferentes tipos de gestão a cada um deles, criando modelos ou parâmetros para a otimização dos níveis de stock;
  • Definir o melhor método de compra/aprovisionamento para cada tipo de material, de acordo com o seu valor, criticidade ou fiabilidade de fornecedores;
  • Decidir uma Gestão de Stocks, que permita garantir o cumprimento dos Níveis de Serviço exigidos com um Nível Mínimo de Inventário por forma a reduzir custos;
  • Identificar a principais tecnologias ao serviço da gestão de stocks;
  • Definir os layouts e equipamentos de armazenagem e movimentação mais adequados a cada empresa;
  • Conhecer os diversos procedimentos associados ao processo de armazém: Recepção/Expedição, packing, inventário, picking, etc
Programa
  • Introdução e Modelos de Gestão de Stocks
    1. Custos relacionados com stock e conflitos na gestão dos mesmos;
    2. Análise ABC para classificação de diferentes tipos e importâncias de stocks e determinação de diferentes tipos de gestão;
    3. Aprovisionamento:
      1. Necessidades dependentes e independentes;
      2. Combinações quantidade/data, fixa/variável;
      3. Tipos de reaprovisionamento;
      4. Lote económico;
    4. Tecnologia MRP;
    5. Kanban e Pull-Flow;
  • Estratégias de Colaboração e Planeamento Integrado
    1. VMI – Vendor Management Inventory;
    2. Consignação;
    3. Push vs Pull;
    4. Outras estratégias de colaboração: CRP, SOB, JIT;
    5. Bullwhipe (efeito chicote):
      1. Trabalho/jogo de grupo para demonstrar o efeito;
      2. Soluções;
    6. Determinação de níveis de stock e stocks de segurança;
    7. Impacto do comportamento de fornecedores e comunicação interna no volume de stock;
    8. Planeamento Estratégico, Tático e Operacional;
  • Gestão de Inventários
    1. Diferença entre Inventário, stock, unidade;
    2. Tipos de inventário;
    3. Métodos para realizar inventários;
    4. Redução de stocks / análise de stocks;
    5. Quebras e desvios de stock
  • Função Armazém
    1. Funções e princípios básicos do armazém/armazenamento:
      1. Receção;
      2. Armazenagem;
      3. Picking e preparação de encomendas, internas ou externas;
      4. Expedição;
    2. Tipos de armazéns; Implantação e layout;
      1. Materiais especiais ou perigosos;
    3. Equipamentos de movimentação/armazenagem;
      1. Eficiência do espaço e produtividade dos movimentos;
    4. Tecnologias de informação/localização;
    5. Unidade de carga e movimentação;
    6. 5S nos armazéns;
    7. Indicadores de gestão
Métodos de Exposição
  • Exposição e apresentação das temáticas utilizando diversos meios áudio visuais
  • Análise de casos e experiências, resultantes da partilha entre formador e formandos
  • Exercícios práticos, jogos e case studies

Gestão Ambiental

Eng. Carla Silva (Clique para ver CV)

Introdução

A Gestão Ambiental nas Indústrias tem de ser integrada na gestão das várias atividades, produtos e serviços. Não é possível conhecer os impactes ambientais de uma indústria sem se perceber os diferentes processos que lá existem. O conhecimento da magnitude destes impactes é importante para, face os requisitos legais existentes, se avaliar o cumprimento ou não cumprimento da diferente legislação ambiental (nacional e europeia). No dia-a-dia das indústrias, importa que todos implementem as melhores práticas de gestão ambiental na realização das suas tarefas

Objetivos

No fim do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Identificar, para o seu contexto organizacional, os principais impactes ambientais;
  • Conhecer os principais objetivos dos diferentes diplomas legais da área do ambiente;
  • Identificar os requisitos legais aplicáveis às suas empresas;
  • Aplicar as diferentes metodologias de avaliação de conformidade legal;
  • Escolher as práticas de gestão ambiental mais adequadas.
Programa
  • Contexto Industrial: principais impactes ambientais das várias atividades (conceção e desenvolvimento, produção, manutenção, logística, armazenamento, etc.);
  • Identificação dos requisitos legais aplicáveis às indústrias:
    • Poluição Atmosférica: prevenção e controlo das emissões atmosféricas, valores limite de emissão, altura das chaminés, limitação do uso e emissão de compostos orgânicos voláteis, substâncias depletoras da camada de ozono e gases com efeito estufa - alterações climáticas;
    • Águas e Águas Residuais: lei da água, usos da água e necessidade dos respetivos títulos;
    • Resíduos: regime geral da gestão de resíduos (inclui licenciamento das operações de resíduos), classificação de resíduos, transporte de resíduos, registo de resíduos;
    • Ruído Ambiental: regulamento geral do ruído;
    • Licenciamento Ambiental: categorias das atividades sujeitas ao licenciamento ambiental, obrigações dos operadores e processo de pedido da licença.
  • Integração da gestão ambiental nas diferentes atividades industriais (conceção e desenvolvimento, produção, manutenção, logística, armazenamento, etc.) – Apresentação de boas práticas aplicáveis nas seguintes áreas ambientais:
    • Emissões gasosas;
    • Utilização de recursos hídricos;
    • Produção e gestão de resíduos;
    • Consumo de matérias primas e de outros recursos;
    • Minimização do ruído ambiental.

Lean Management

Eng. Eduardo Martins (Clique para ver CV)

Introdução

O pensamento Lean introduz uma mudança de paradigma na forma como produzimos e entregamos valor (produtos e serviços) ao cliente.

O ponto de partida do Lean Management é reconhecer que todos os processos podem ser melhorados, que todos os processos possuem desperdícios, e que eliminar e reduzir os desperdícios e a variabilidade traz valor e satisfação ao cliente.

O Lean Management é a combinação:

  1. De um conjunto de ferramentas para identificar e eliminar os desperdícios;
  2. Da promoção de um fluxo de materiais e de operações tenso e nivelado (não turbulento) que expõe, sistematicamente, os problemas;
  3. De uma visão geral de todos os processos, que privilegia a obtenção de ótimos globais;
  4. Do respeito pelo trabalho dos colaboradores, na medida em que se procura a sua participação e envolvimento no esforço de Melhoria Contínua.


O gestor Lean distingue-se por privilegiar a identificação dos problemas (os problemas são uma mina de ouro), no local onde o valor é acrescentado (gemba), ouvindo (saber ouvir) as sugestões de todos os que participam no processo produtivo.

O gestor Lean não se acomoda com a situação atual, divulga uma visão de um estado ideal, mais eficiente na ótica do serviço ao cliente e, para chegar a esse estado, desenvolve as competências dos seus colaboradores e fomenta o processo de experimentação de novas soluções

Objetivos

No final do módulo os formandos deverão:

  • Reconhecer no Lean Management um novo paradigma;
  • Enumerar os desperdícios da produção e da liderança;
  • Reconhecer a cadeia valor, os processos principais e os processos de suporte;
  • Descrever as principais ferramentas associadas ao Lean Management;
  • Identificar uma estratégia de Melhoria Contínua;
  • Conhecer as fases de implementação e as técnicas utilizadas na aplicação da abordagem Lean
  • Formular uma estratégia de introdução do pensamento Lean nas suas organizações
Programa
  1. Criação de fluxo: jogo de simulação
  2. Identificar o valor acrescentado e os desperdícios
  3. A cadeia de valor, o VSM – Value Stream Mapping
  4. A mudança rápida de ferramentas – Jogo SMED
  5. TWI e Padrões de trabalho
  6. Criar uma cultura que pare para pensar e resolver os problemas – os relatórios A3
  7. Estratégia de introdução do pensamento Lean nas organizações
Métodos de Exposição

A partir de exemplos práticos, o formador partilhará a sua experiência de mais de 20 anos nas empresas. Os formandos serão convidados a discutir a realidade das suas empresas e a trazer os seus exemplos

Custeio Industrial

Eng. Henrique Barros (Clique para ver CV)

Introdução

A erosão das margens resultante da contracção do mercado em muitos sectores, fez com que muitas organizações passassem a desconfiar da precisão do seu processo de custeio e do modelo de cálculo dos seus orçamentos, sobretudo em pequenas e médias empresas onde o processo nunca foi suficientemente desenvolvido, facto que margens mais generosas sempre foram escondendo.

A este enquadramento, acresce o facto de quadros dirigentes e sectores cruciais para actividade das organizações, viverem alheados da conversão das suas funções e decisões em valor económico criado, perdendo assim, a capacidade de melhor orientar o seu desempenho.

Neste contexto, passou a ser decisivo o domínio das margens reais e o efectivo controlo de execução da actividade. Isto, só possível com modelo de custeio técnico, que interprete com rigor os processos de transformação e a incorporação de serviços internos de cada empresa, como suporte a processo

Orçamental robusto e preciso. Deste modo, a implementação de metodologias de custeio e orçamentação adequadas, funcionarão também como um meio poderoso de medida do desempenho e de apoio à decisão.

Objetivos

No final do curso os formandos serão capazes de:

  • Identificar e caracterizar os factores de custo de uma empresa
  • Caracterizar e estruturar estrutura de Custos
  • Definir e aplicar critérios de imputação de recursos
  • Conceber modelo de custeio técnico
  • Apurar custos por operação e serviço em folha de cálculo
  • Conceber e aplicar modelo orçamental
  • Simular resultados para diferentes cenários
  • Elaborar mapas de análise e acompanhamento
Programa
  1. Enquadramento e Princípios Gerais
    • Introdução ao tema
    • Importância do Custeio e Orçamentação
    • Definição de custos, proveitos e margens
    • Recursos e factores de produção
    • Contabilidade analítica e Custeio
    • Gestão do Desempenho com o Custeio
  2. Reconhecimento da Organização
    • Caracterização da actividade e do modelo de negócio
    • Caracterização dos recursos
    • Caracterização dos processos de transformação
    • Caracterização de produtos e Serviços
    • Metodologia de recolha e tratamento de informação
  3. Modelação de sistema de Custeio
    • Modelo de cálculo de custos de mão-de-obra
    • Modelo de cálculo de custos de operações
    • Modelo de cálculo para Custos de serviços e utilidades
    • Incorporação de Custos Financeiros e estruturais
    • Estruturação de modelo de cálculo
    • Exemplo prático
  4. Orçamentação
    • Modelo de Orçamento
    • Critérios de risco e margem
    • Formação do preço
    • Emissão de proposta
    • Simulação de cenários
  5. Controlo e Desempenho
    • Gestão da informação associada ao custeio
    • Metodologia da “Conta corrente de clientes”
    • Resultados económicos por produto / serviço
    • Mapas de indicadores de acompanhamento da actividade
Metodologia

Módulo será realizado com exposição oral de cada um dos temas, com recurso a exemplos práticos para melhor explicitação e enquadramento dos assuntos. Na metodologia empregue, é fundamental a utilização de folha de cálculo e computador, como suporte á componente prática que explicitará os modelos e que permitirá ao formando explorar os conceitos num modelo que poderá ser estruturado para “o seu caso”, sem prejuízo de um exemplo base que será fornecido.

KANBAN – FERRAMENTA DE FLUXO PUXADO NA SUPPLY CHAIN

Eng. Michel Domingues (Clique para ver CV)

Introdução

Kanban pode se traduzir do japonês por “cartão visível”.
Em gestão, significa uma metodologia que usa cartões para gerir os fluxos de produção ou de transporte. Historicamente, tivemos por hábito de produzir em grandes quantidades para rentabilizar os meios de produção, com consequências negativas sobre os stocks, e ter a disposição os produtos para os clientes. Esta gestão é apoiada por sistemas informáticos de planeamento que tentam decifrar o mercado para melhor o servir.
Ao inverso, o objectivo do kanban é produzir em pequenas quantidades no momento certo para corresponder à procura real. Em vês de planear, este sistema puxa a produção ou o transporte, unicamente em função das necessidades do cliente. Permite desta forma uma grande adaptação às flutuações da procura e baixa consequentemente os custos de produção de inventário, permitindo produzir o justo necessário. No entanto, o seu processo de implementação obriga a um grande rigor e à formação de todos intervenientes no terreno.

Nas empresas onde é usado, o kanban tornou-se hoje mais do que uma ferramenta, é uma filosofia que abrange todos os fluxos. É por isso primordial entender a complexidade da sua implementação e a simplicidade do seu funcionamento.

Esta Disciplina inclui uma visita à Empresa Renault, com formação prática, no "terreno", no dia 29 de Março de 2019.

Objetivos

Sensibilizar cada participante e melhorar a sua aptidão para os seguintes desafios:

  • Diferenciar a função ordenação da do planeamento da produção;
  • Posicionar a empresa em dois vectores de competitividade: serviço ao cliente e produtividade;
  • Gerir os fluxos e gerir os stocks.


No final do seminário, os formandos serão capazes de entender como se calcula a implementação do kanban numa fábrica.

Programa
  • Jogo Optifluxos MRP.
  • Limites da programação MRP;
  • A função ordenação na produção;
  • A introdução do kanban na Supply Chain;
  • Realização de diagramas, linhas e gamas de fluxos;
  • Preparação à introdução do método numa fábrica;
  • Cálculos de etiquetas e stocks;
  • Jogo Optifluxos Kanban de prioridades;
  • Associação do sistema Toyota a 3 eixos fundamentais: “Lean Production”, Qualidade Total” e “Melhoria continua”;
  • Apresentação de casos práticos e discussão.

A Higiene e Segurança na Gestão Industrial

Dr. João Leigo (Clique para ver CV)

Introdução

A última publicação da estatística de acidentes fatais da Eurostat, revela Portugal com a 4ª pior taxa de acidentalidade fatal com 3,54 acidentes de trabalho fatais por cada milhão de horas trabalhadas (dados relativos 2015).
Reverter esta tendência implica um esforço de consciencialização, informação e promoção de competências que garantam a todos os intervenientes na gestão de operações de serviços industriais, o conhecimento da regulamentação de segurança aplicável, assim como, dos procedimentos de análise de risco, ferramentas e boas práticas indispensáveis ao controlo dos riscos ocupacionais e tecnológicos que diariamente a atividade industrial tem que enfrentar e gerir nos nossos dias.

Objetivos

Conhecer o âmbito e papel da higiene e segurança Industrial, identificar conceitos e metodologias de análise de risco e controlo operacional da segurança na atividade Industrial.

No fim do Curso, os Participantes serão capazes de:

  • Identificar a regulamentação mais relevante aplicável à Industria no âmbito das obrigações de segurança operacional.
  • Identificar os riscos típicos da atividade Industrial e respetivas medidas preventivas
  • Desenvolver competências para participar na identificação de perigos, avaliação de riscos e implementação de boas práticas e ferramentas de controlo operacional na gestão de operações de serviços Industriais.
Programa
  1. Introdução à segurança e higiene industrial
    • Domínios e objetivos da Segurança e higiene Industrial
    • Regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho.
    • Síntese de Quadro legal da gestão da Segurança na gestão industrial.
      • ATEX (Classificação de áreas e equipamentos)
      • Segurança Máquinas e equipamentos de trabalho.
      • REACH/CLP
      • Segurança Obras.
      • Prevenção acidentes graves.
      • Transporte de mercadorias perigosas.
      • Proteção contra incêndio e organização da emergência (Medidas de autoproteção).
  2. Riscos Ocupacionais e tecnológicos em ambiente industrial
    • Regulamentação aplicável (responsabilidades, informação, monitorização, medidas de proteção e EPI’s).
    • Riscos mecânicos; Riscos elétricos; Riscos físicos;
    • Riscos químicos; Riscos biológicos; Riscos ergonómicos.
    • Riscos tecnológicos.
  3. Identificação de riscos, análise e avaliação de risco. de posto de trabalho e de processo/instalações
    • Conceitos de avaliação de risco
    • Metodologias de avaliação de risco
    • Avaliação de Riscos do posto de trabalho;
    • Avaliação de Risco de atividade (segurança e ambiente).
    • Gestão Das modificações.
  4. Controlo Operacional - Planeamento e supervisão de operações
    • Boas práticas em trabalhos com risco agravado
    • Ferramentas de controlo (check-list’s/Autorizações de trabalho. Procedimentos de trabalho/Avaliação de riscos Tarefa, Lockout-Tagout).
    • Trabalhos elétricos
    • Trabalhos em altura, escavação.
    • Trabalhos em espaços confinados.

Six Sigma - Sua Aplicação nas Empresas

Eng. Pedro Sousa (Clique para ver CV)

Introdução

O que atualmente se denomina de Six Sigma surgiu no início de 1987, quando profissionais da empresa Motorola iniciaram uma série de estudos sobre os conceitos estabelecidos por Deming sobre a variabilidade dos processos de produção, tendo como objetivo melhorar o desempenho por meio da análise de tais variações. Essas iniciativas foram reconhecidas pela direção da Motorola, que apoiou e estimulou a disseminação da nova abordagem proposta, pois visava a sua implementação em todas as atividades da empresa e enfatizava o conceito de melhoria contínua.

A proposta da Motorola buscava resolver o crescente aumento de reclamações relativas à ocorrência de falhas nos produtos eletrónicos manufaturados, dentro do período da garantia. Tal fato motivou a empresa a adotar o desafio de alcançar um desempenho de produtos livres de defeitos e tinha como alvos principais o aumento da confiabilidade do produto final e a redução de perdas. Em 1988, a Motorola recebeu o Prémio Malcolm Baldrige de Qualidade e a introdução do programa Six Sigma passou a ser reconhecida como responsável pelo sucesso alcançado pela organização. Após a divulgação dos ganhos obtidos pela Motorola, outras empresas adotaram o Six Sigma, tais como Texas Instruments (em 1988), IBM (em 1990), ABB - Asea Brown Boveri (em 1993), Allied Signal e Kodak (em 1994) e a General Electric (em 1996).

O princípio fundamental do programa Six Sigma é o de reduzir continuamente a variação nos processos, e desta maneira eliminar os defeitos ou falhas nos produtos e serviços. Atualmente, o Six Sigma é compreendido como uma prática de gestão, que busca melhorar a competitividade de empresas de qualquer setor de atividade, sejam produtos ou serviços, ou de qualquer dimensão – pequena, média ou grande empresa – com a finalidade de aumentar a quota de mercado, reduzir custos e otimizar as operações.

Objetivos

No final do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Compreender a importância da metodologia Six Sigma e o seu impacto ao nível dos objetivos estratégicos das organizações;
  • Dominar a abordagem de gestão de projetos aplicada ao Six Sigma – o DMAIC;
  • Identificar as ferramentas previstas em cada fase do DMAIC;
  • Compreender a dinâmica de uma equipa e o papel da liderança e do coaching no cumprimento dos objetivos do projeto;
  • Conhecer e aplicar os conceitos Six Sigma nas suas organizações.
Programa
  • Introdução à metodologia Six Sigma;
  • Six Sigma e os objetivos estratégicos da empresa;
  • Elementos de um programa Six Sigma;
  • Funções e responsabilidades: Champion, Black Belt, Green Belt, Yellow Belt;
  • Impacto na estrutura organizacional da empresa;
  • Alinhamento do Six Sigma com os objectivos estratégicos da empresa
  • A metodologia DMAIC: Define, Measure, Analyze, Improve, Control.
  • A seleção de projetos;
  • Implementação e acompanhamento do projeto
Métodos de Exposição

Expositiva, interrogativa, participativa.

Gestão Financeira

Dra. Lucinda Santos (Clique para ver CV)

Introdução

Em contexto macroeconómico caracterizado, seja por recessão económica ou por crescimento económico, o papel do gestor é fundamental para a análise dos riscos e para a tomada de decisões. Neste sentido, é fundamental compreender a origem e a natureza das operações de uma organização e saber interpretar os resultados dessas operações nas suas demonstrações financeiras.

O módulo de gestão financeira pretende reforçar competências na interpretação da informação económica e financeira que eleve o nível de segurança na tomada de decisões de gestão.

Objetivos

No final do módulo, os formandos serão capazes de:

  • Compreender as bases da estrutura conceptual da contabilidade como fonte de informação para o relato financeiro;
  • Identificar e interpretar as grandes rubricas de um balanço, de uma demonstração dos resultados por natureza e de uma demonstração dos fluxos de caixa, bem como, estabelecer a relação entre estas demonstrações financeiras e a relação com Anexo;
  • Obter um balanço funcional de base à análise do equilíbrio financeiro a partir de um balanço contabilístico;
  • Estabelecer a relação entre um balanço funcional e os ciclos financeiros numa organização;
  • Distinguir e calcular o fundo de maneio, as necessidades de fundo de maneio e a tesouraria liquida para uma organização;
  • Distinguir custos fixos de custos variáveis e aplicar estes conceitos à análise dos resultados operacionais por segmento;
  • Conceber e interpretar um quadro de rácios e de indicadores económicos e financeiros;
  • Distinguir risco operacional de risco financeiro;
  • Conceber uma estrutura de análise do ponto crítico de um investimento com recurso a numa folha de cálculo;
  • Analisar e simular cenários com vista a apoiar a tomada de decisões de investimento.
Programa
  1. Do modelo contabilístico à informação financeira
    1. Estrutura conceptual da contabilidade: Características da informação financeira e princípios contabilísticos;
    2. Critérios de valorimetria existentes
    3. Balanço
    4. Demonstração dos resultados por natureza
    5. Demonstração dos fluxos de caixa
    6. Anexo às demonstrações financeiras
    7. Estudo de caso
  2. Análise dos relatórios e contas
    1. Preparação dos documentos contabilísticos para a análise do equilíbrio financeiro
    2. O balanço funcional e os ciclos financeiros
    3. Da demonstração dos resultados por naturezas à demonstração dos resultados por segmentos
    4. Análise do equilíbrio financeiro versus equilíbrio económico
    5. Aplicação prática
  3. Rácios e indicadores
    1. Rácios de alavanca financeira e fisco
    2. Rácios de liquidez
    3. Rácios de rendibilidade
    4. Rácios de funcionamento
    5. Rácios baseados no mercado
    6. Aplicação prática
  4. Análise do risco e rendibilidade
    1. Risco do negócio: risco operacional versus risco financeiro
    2. Aplicação prática
  5. Ponto crítico na tomada de decisões de investimento
    1. Metodologia do ponto crítico
    2. Estrutura de uma base de análise de investimento em folha de cálculo
    3. Estudo de caso e análise de resultados
Métodos de Exposição

O módulo será realizado com exposição oral de cada um dos temas, com recurso um estudo de caso baseado nas demonstrações financeiras de uma empresa. Ao longo de todo o módulo as aplicações práticas serão sobre o estudo de caso, permitido ao formando enquadrar e acompanhar de forma contínua a relação entre a teoria e a prática. Nesta metodologia será fornecida uma folha de cálculo de análise financeira a ser utilizada no âmbito das aplicações práticas em cada tema, permitindo ao formando adaptar e aplicar a casos reais fora do âmbito da formação.

A formadora partilhará a sua experiência de mais de 15 anos nas empresas de diversos setores. Os formandos serão convidados a discutir a realidade das suas empresas e a trazer os seus exemplos.

Logística Industrial

Eng. Carla Neiva (Clique para ver CV)

Introdução

Como grande parte dos materiais e processos do nosso dia-a-dia, a Logística surgiu da arte militar, onde foi desenvolvida para armazenar e distribuir diversos materiais e assim permitir o avanço de tropas que, de outra forma, não conseguiriam avançar e ganhar terreno. O sucesso foi posteriormente implementado na vida civil e em particular nos processos industriais. Atualmente, a Logística é a área da gestão responsável por disponibilizar recursos, equipamentos e informação para a correta gestão de toda a cadeia de abastecimento, garantindo a disponibilidade do produto de acordo com as especificações do cliente: Produto, Quantidade, Local, Prazo e Custo. A Logística compreende todo o ciclo do produto e informação, desde os fornecedores aos clientes finais, passando pelos diversos processos de transformação. A atual distribuição global de fornecedores e clientes, ciclos de vida de produtos cada vez mais curtos, entregas cada vez mais frequentes, maior externalização de serviços e crescente risco de posse de inventário, podem elevar o peso da Logística até 30% dos custos totais de uma empresa, conferindo-lhe uma importância estratégica no sucesso das mesmas.

Objetivos

No final da formação/módulo, os formandos serão capazes de:

  • Entender e implementar as funções e atividades da Logística, os seus inputs e outputs, alinhamento com Supply Chain e Operações, bem como identificar as vantagens de uma gestão logística eficiente;
  • Definir quais os tipos de informação essenciais à correta gestão das operações logísticas;
  • Utilizar técnicas eficientes de gestão de stocks, armazenamento, abastecimento e distribuição, percebendo as vantagens competitivas dos baixos níveis de inventário e rapidez de resposta;
  • Otimizar a parametrização dos sistemas informáticos para uma utilização mais eficiente e um melhor controlo de disponibilidade de materiais e níveis de serviço, reduzindo riscos;
  • Criar, utilizar e controlar KPIs (indicadores de performance);
  • Aplicar conhecimentos e metodologias para simplificação dos processos logísticos de forma a otimizar a cadeia de abastecimento e a satisfação dos clientes.
Programa
  1. Introdução e fundamentos da Logística:
    1. Enquadramento histórico e definição da Logística;
    2. Enquadramento organizacional da Logística com Supply Chain, Operações, compras, qualidade e comercial;
    3. Gestão Logística, suas funções, interações e o seu papel na empresa;
    4. Externalização: fazer ou subcontratar as atividades logísticas;
    5. Custos e os resultados;
    6. Logística inversa, interna ou contratada;
    7. Tecnologias: Plataformas de internet para conecção com clientes e fornecedores; EDI, Codificação, GPS, Realidade aumentada, RFID.
  2. Sistemas de informação:
    1. Os princípios de abordagem MRP para o cálculo das necessidades em ambiente industrial.
    2. Soluções e parametrização de sistema para o correto nivelamento de inventários e redução de riscos
    3. Técnicas push/pull. Just-in-time, Kanban e Pull Flow, integrados no sistema informático ou paralelos
    4. Elaboração e análise de um VSM
  3. Gestão de stocks, inventários e disponibilidades
    1. Técnicas de aprovisionamento. Ponto de encomenda, lote económico e outros;
    2. Abordagem qualitativa, quantitativa e financeira dos stocks;
    3. Classificação/tipos de stock. Análise ABC aplicada aos stocks;
    4. Stocks de segurança e outros parâmetros de segurança e influencia no custo de posse;
    5. Influência da performance dos fornecedores na gestão de stocks;
  4. Indicadores de performance logística
    1. Definição, monitorização e comunicação
    2. Serviço ao cliente. OTIF e backlog (atrasos)
    3. BTS (built to Schedule)
  5. Estratégia Logistica
    1. Planeamento estratégico, tático e operacional
    2. Outsourcing
  6. Armazenamento e transporte
    1. Inbound/Outbound: Receção e armazenagem; preparação de encomendas, expedição e distribuição
    2. Características e principais métodos de transporte. Aspetos gerais da gestão de transportes
    3. Stock count (inventario). Análise das diferenças e ações corretivas
    4. FIFO / LIFO
    5. Principais métodos de transporte
    6. WMS (Warehouse Management System): sistema de automação e gestão de depósitos, armazéns e linhas de produção
Métodos de Exposição
  • Exposição e apresentação das temáticas utilizando diversos meios áudio visuais
  • Análise de casos e experiências, resultantes da partilha entre formador e formandos
  • Exercícios práticos, jogos e case studies

VSM - Value Stream Mapping

Eng. Pedro Sousa (Clique para ver CV)

Introdução

Num mundo cada vez mais globalizado – caraterizado por mudanças cada vez mais rápidas, consumidores mais exigentes e uma consequente maior diversidade de produtos – o mercado exige empresas cada vez mais ágeis e isentas de desperdício. O pensamento Lean vem dar a sustentação a estas exigências cada vez mais urgentes, de modo a manter a competitividade e o crescimento sustentado.
O “Value Stream Mapping” (VSM) é, assim, a metodologia usada como ponto de partida no processo de transformação Lean de uma organização. Permite identificar a situação atual e planear a situação futura a partir da identificação, visualização e diagnóstico dos fluxos de valor, de materiais e de informações. Através do VSM é possível identificar e distinguir as atividades que agregam valor – na ótica do cliente – daquelas que devem ser consideradas como desperdício e, por isso, eliminadas. Desperdícios tais como transportes, movimentações, níveis de inventário intermédios, inspeções desnecessárias, podem ser encontrados no processo e apenas consomem recursos que não agregam valor ao produto final.
A definição do estado futuro permite a identificação, priorização e planeamento da implementação das oportunidades de melhoria – traduzidas em ações – que conduzirão ao aumento significativo da qualidade e do desempenho do sistema de produção.

Objetivos

No final do seminário, os formandos deverão ser capazes de:

  • Descrever o que é um Value Stream Mapping, quais os seus objetivos e benefícios;
  • Identificar os oito tipos de desperdícios no fluxo de valor;
  • Como empregar o Value Stream Mapping para realizar uma transformação em direção a uma empresa Lean;
  • Saber como identificar as perdas no fluxo de valor, bem como as suas causas;
  • Saber como planear e aplicar técnicas/ferramentas Lean para reduzir os desperdícios nos fluxos de valor;
  • Desenvolver um plano a fim de melhorar o fluxo e eliminar o desperdício em toda a cadeia de valor;
  • Avaliar a possibilidade e oportunidades de aplicação do VSM na organização.
Programa
  • O que é um sistema de Produção Lean e quais os seus benefícios;
  • Valor acrescentado e desperdício;
  • Os oito tipos de desperdício;
  • Técnicas e ferramentas Lean;
  • Definição de Value Stream Mapping;
  • Etapas do Value Stream Mapping;
  • Construção do Value Stream Mapping;
  • VSM Estado Atual;
  • VSM Estado Futuro;
  • Exercício Prático.

LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E GESTÃO DE EQUIPAS

Dra. Lurdes Viana (Clique para ver CV)

Introdução

A arte de influenciar grupos, equipas e indivíduos a concretizarem tarefas com empenho e eficiência tem um nome: Liderança. O tema tem sido ao longo de décadas motivo de reflexão dentro das organizações e atualmente com enfâse na melhoria da qualidade, diminuição dos custos e aumento da produtividade. As atitudes orientadas para a valorização e realização das pessoas no posto de trabalho fazem eco em estratégias de motivação a agregação de valor nos produtos e serviços que cada colaborador realiza individualmente ou no seio de uma equipa.

Objetivos

No final do seminário Liderança motivação e gestão de equipas, os formandos serão capazes de:

  • Desenvolver estratégias de comunicação influente eficiente e eficaz.
  • Identificar as competências e a autonomia das pessoas e equipas;
  • Identificar métodos e técnicas que criem condições que facilitam a motivação;
  • Identificar comportamentos que incrementem a eficiência das equipas e das chefias.
Programa
  1. Comunicar eficazmente em equipa e individualmente
    • Identificar posturas positivas e construtivas
    • Praticar a escuta ativa: diálogo e feedback
    • Utilizar o estilo de comportamento mais influente para transmitir a sua mensagem e obter diálogos mais compreensivos
    • Praticar a gestão da emoção e prevenir desacordos
  2. Elementos de motivação
    • Identificar elementos de motivação que liguem a motivação ao desempenho e à natureza humana
    • Criar um ambiente de trabalho motivador e promova o divertimento no trabalho
    • Análise de valor e o poder das sugestões.
    • Identificar fatores facilitadores da motivação e ataque os desmotivadores
    • Dar feedback construtivo e melhorar os desempenhos.
  3. Liderança de pessoas e trabalho em equipa
    • Inspirar o trabalho de equipa motivado
    • Utilizar as entrevistas e reuniões para mobilizar as equipas.
    • Missão, desafios, valores e cultura da organização.
    • Liderar pelo exemplo.
    • Diagnosticar o seu estilo pessoal de liderança.
    • Elaborar um “mapa” dos seus pontos fortes e pontos de melhoria.
    • Partilhar boas práticas versus práticas a evitar.
  4. Elaborar um plano de ação das melhorias a pôr em prática
    • Identificar prioridades de mudança relativamente aos objetivos.
    • Reforçar a sua influência sobre o contexto envolvente.
    • Elaborar o seu plano de ação.
Métodos de Exposição
  • Metodologia ativa e prática, que combina estudos de caso com exemplos práticos partilhados pelos formandos.
  • Elaboração de um plano de ação das mudanças a pôr em prática nas suas equipas e na sua organização
  • Promoção da melhoria das competências de liderança de equipa através da partilha de boas práticas.

Análise e Resolução Estruturada de Problemas

Eng. Eduardo Martins (Clique para ver CV)

Introdução

A resolução estruturada dos problemas, com o envolvimento e participação de todos os colaboradores, é uma das chaves da Melhoria Contínua.

Para garantir que o ciclo PDCA é seguido na resolução dos problemas foram criadas metodologias em vários passos que obrigam:

  1. A formular corretamente os problemas;
  2. A não queimar etapas;
  3. A pesquisar as verdadeiras causas e a não saltar para as conclusões.


Os métodos estruturados de resolução dos problemas permitem uma melhor comunicação do problema entre os colaboradores e os decisores.

Com este curso apresentaremos o PDCA e algumas das metodologias de resolução estruturada dos problemas que as empresas podem adotar, por exemplo: o QC Story, os Relatórios A3, a metodologia 8D e a Kata de Melhoria. Exemplificaremos com aplicações práticas e aplicaremos a casos da empresa.

Em paralelo faremos referência às sete ferramentas da qualidade e a ferramentas Lean, indicando onde podem ser úteis e como podem ser utilizadas.

Objetivos

No final do curso os formandos deverão:

  • Reconhecer a importância do ciclo PDCA.
  • Enumerar os diferentes tipos de problemas.
  • Aplicar as metodologias A3, 8D e a Kata de Melhoria em problemas da empresa.
  • Identificar as principais ferramentas de análise e resolução de problemas
  • Reconhecer o papel da chefia no garantir que o método é seguido e que é executado com disciplina, sem queimar etapas nem saltar para conclusões
Programa
  • Tipos de problemas.
  • Observação e experimentação.
  • O ciclo da melhoria, o ciclo PDCA, o método científico.
  • Os passos do QC Story, dos relatórios A3 e do 8D.
  • A Kata de Melhoria.
  • Ferramentas da qualidade.
  • Exercícios práticos de resolução de um problema.

LIMPAR, ARRUMAR E ORGANIZAR AS EMPRESAS INDUSTRIAIS, O CHÃO DA FÁBRICA E OS ARMAZÉNS – EXEMPLOS DE 5 S E DE GESTÃO VISUAL

Eng. Eduardo Martins (Clique para ver CV)

Introdução

Os 5S são uma abordagem sistemática, focada na melhoria e na manutenção da organização, da arrumação e da limpeza do local de trabalho e do fluxo produtivo. A Gestão Visual permite descentralizar e partilhar a informação, remove hesitações do local de trabalho, reforça a coesão das equipas e melhora a eficiência da gestão. Os 5S e a Gestão Visual são ferramentas a partir das quais se iniciam os programas de Melhoria Contínua. Os 5S envolvem todos os que trabalham na organização e que, com regra e disciplina, continuamente melhoram as condições de trabalho, de ambiente e de segurança. Com os 5S e a Gestão Visual os desperdícios são facilmente identificados e eliminados, há menos perdas de tempo e o trabalho é mais simples. Os 5S e a Gestão Visual permitem e facilitam o aumento da produtividade e da qualidade.

Objetivos

No final deste Seminário os participantes deverão ser capazes de:

  • Enumerar os 5S, reconhecer a sua importância e os resultados que se podem obter com a sua aplicação;
  • Identificar a Gestão Visual, reconhecer a sua importância e os benefícios para a gestão do dia-a-dia e para a implementação da Melhoria Contínua;
  • Descrever as técnicas utilizadas na aplicação dos 5S;
  • Formular uma estratégia de introdução e manutenção dos 5S e da Gestão Visual nas suas organizações;
  • Planear a formação dos colaboradores e dos supervisores e promover as necessárias mudanças de atitudes e de expectativas.
Programa
  1. Princípios e conceitos de Melhoria Contínua;
  2. O que são os 5S;
  3. Como aplicar os 5S – as diferentes estratégias que podem ser utilizadas;
  4. Discussão das implicações dos 5S:
    • Os 5S e a gestão visual;
    • Os 5S e a padronização do trabalho;
    • Os 5S e o reforço da autonomia das equipas;
    • Auditar os 5S.
  5. Exemplos
Métodos de Exposição

O Formador partilhará a sua experiência de mais de 10 anos a implementar os 5S nas empresas. Serão mostrados exemplos das Empresas onde o Formador ajudou a introduzir esta prática.