INTRODUÇÃO

Todos os gestores desejam a fábrica perfeita, onde os fornecedores não falhem as entregas, nem qualidade dos serviços prestados. Desejam também que os seus colaboradores não tenham absentismo e que cumpram (ou excedam) as expectativas. Desejam que o seu departamento de Manutenção garanta disponibilidades de equipamentos acima dos 90%, de modo a satisfazer uma clientela ávida e cada vez mais numerosa.

Mesmo seguindo as melhores práticas, muitos gestores confrontam-se com uma dura realidade – mesmo trabalhando como os melhores, os stocks amontoam-se, as encomendas não são entregues a tempo e horas aos clientes.

Eli Goldratt, no início dos anos 1980, criou a Teoria das Restrições (Theory of Constraints) que é, ainda hoje, uma visão revolucionária na Gestão de Operações. O princípio básico da Teoria das Restrições é que devemos gerir os bottlenecks das nossas fábricas, com a preocupação constante em manter fluxo de trabalho, mas não os stocks. Esta abordagem torna clara a gestão de muitas fábricas e serviços, e permite tornar a gestão viável.

 

OBJECTIVOS

No final do Curso, os Formandos serão capazes de:

  • Compreender as linhas gerias da Teoria das Restrições;
  • Ganhar sensibilidade para a gestão de fluxos, em detrimento dos stocks;
  • Compreender como podem aplicar esta metodologia ao seu dia-a-dia.

 

Programa

  • Compreender a natureza dos problemas nas nossas fábricas;
  • Compreender a metodologia e os seus princípios básicos;
  • Ganhar sensibilidade para aplicar a metodologia.

 


PROGRAMA
- Introdução ao tema
- Importância do Custeio e Orçamentação
- Definição de custos, proveitos e margens
- Recursos e factores de produção
- Contabilidade analítica e Custeio
- Gestão do Desempenho com o Custeio
- Caracterização da actividade e do modelo de negócio
- Caracterização dos recursos
- Caracterização dos processos de transformação
- Caracterização de produtos e Serviços Metodologia de recolha e tratamento de informação

3. Modelação de sistema de Custeio
- Modelo de cálculo de custos de mão-de-obra
- Modelo de cálculo de custos de operações
- Modelo de cálculo para Custos de serviços e utilidades
- Incorporação de Custos Financeiros e estruturais
- Estruturação de modelo de cálculo
- Exemplo prático

4. Orçamentação
- Modelo de Orçamento
- Critérios de risco e margem
- Formação do preço
- Emissão de proposta
- Simulação de cenários

5. Controlo e Desempenho
- Gestão da informação associada ao custeio
- Metodologia da “Conta corrente de clientes”
- Resultados económicos por produto / serviço
- Mapas de indicadores de acompanhamento da actividade

Introdução

A Gestão Ambiental nas Indústrias tem de ser integrada na gestão das várias atividades, produtos e serviços. Não é possível conhecer os impactes ambientais de uma indústria sem se perceber os diferentes processos que lá existem.  O conhecimento da magnitude destes impactes é importante para, face os requisitos legais existentes, se avaliar o cumprimento ou não cumprimento da diferente legislação ambiental (nacional e europeia). No dia-a-dia das indústrias, importa que todos implementem as melhores práticas de gestão ambiental na realização da suas tarefas.  

 

Objectivos

No fim do Curso, os Formandos serão capazes de: 

  • Identificar, para o seu contexto organizacional, os principais impactes ambientais; 
  • Conhecer os principais objetivos dos diferentes diplomas legais da área do ambiente; 
  • Identificar os requisitos legais aplicáveis às suas empresas; 
  • Aplicar as diferentes metodologias de avaliação de conformidade legal; 
  • Escolher as práticas de gestão ambiental mais adequadas. 

 

Programa

  • Contexto Industrial: principais impactes ambientais das várias atividades (conceção e desenvolvimento, produção, manutenção, logística, armazenamento, etc.); 
  • Legislação Ambiental relevante: apresentação dos principais diplomas nas seguintes áreas:

§  Poluição Atmosférica: prevenção e controlo das emissões atmosféricas, valores limite de emissão, altura das chaminés, limitação do uso e emissão de compostos orgânicos voláteis, substâncias depletoras da camada de ozono e gases com efeito estufa;

§  Águas e Águas Residuais: lei da água, usos da água e necessidade dos respetivos títulos, regime económico e financeiro dos recursos hídricos, normas, critérios e objetivos da qualidade da água, valores limite de emissão na descarga de águas residuais (gerais e setoriais);

§  Resíduos: regime geral da gestão de resíduos (inclui licenciamento das operações de resíduos), classificação de resíduos, transporte de resíduos, registo de resíduos;

§  Uso de substâncias e misturas perigosas: classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas perigosas; 

§  Ruído Ambiental: regulamento geral do ruído; 

§  Licenciamento Ambiental: categorias das atividades sujeitas ao licenciamento ambiental, obrigações dos operadores e processo de pedido da licença.

§  Identificação dos requisitos legais aplicáveis às indústrias e apresentação das diferentes metodologias de avaliação de conformidade legal. 

  • Integração da gestão ambiental nas diferentes atividades industriais (conceção e desenvolvimento, produção, manutenção, logística, armazenamento, etc.) – Apresentação de boas práticas aplicáveis nas seguintes áreas ambientais: 

§  Emissões gasosas; 

§  Utilização de recursos hídricos; 

§  Produção e gestão de resíduos

§  Consumo de matérias primas e de outros recursos; 

§  Minimização do ruído ambiental.


Introdução

A energia corresponde a uma parcela significativa dos custos de exploração das organizações estando cumulativamente presente nas análises empresariais. Aliada a esta presença, as muito presentes ambientais associadas à utilização intensiva de energia colocam a eficiência energética e a gestão de energia como uma das prioridades de gestão empresarial. 

 

Objectivos

No final do módulo os Formandos serão capazes de:

o    Identificar os vários tipos de energia. 

o    Verificar e analisar criticamente o consumo energético da sua organização, consumo especifico e outros indicadores associados. 

o    Conhecer e colocar em prática a legislação sobre eficiência energética nomeadamente auditorias energéticas. 

o    Conhecer os mecanismos de gestão de energia disponíveis e adapta-los à sua organização, nomeadamente integração funcional no organigrama da empresa, formação e operação com grupos de trabalho e respetivos planos de ação. 

o    Conhecer os normativos de certificação aplicáveis à gestão de energia

o    Conhecer e desenhar soluções simples de sistemas técnicos de gestão de energia

 

Programa

s  Introdução

s  Formas de energia

s  Custos energéticos e contabilidade energética.

s  Conversão para TEP e kg CO2e

s  Determinação de consumos específicos, Intensidade energética, Intensidade carbónica.

s  Legislação energética

s  Auditorias energéticas: Métodos, conteúdos, enquadramento legal.

s  Sistemas de gestão de energia: enquadramento organizacional, tarefas.

s  Grupo de trabalho vs auditor interno

s  Sistemas energéticos: eletricidade e calor.

s  Medidas de redução do consumo de energia, térmica e eletricidade.


INTRODUÇÃO

O conhecimento do enquadramento legal de organização e atividade de serviços e de Higiene e Segurança e Saúde no Trabalho, da regulamentação de segurança específica aplicável à atividade industrial, assim como, dos procedimentos de análise de risco e boas práticas indispensáveis ao seu controlo, fazem hoje parte da informação indispensável a todos os profissionais que ao mais diverso nível desenvolvem a sua atividade no meio industrial.

INTRODUÇÃO

A arte de influenciar grupos, equipas e indivíduos a concretizarem tarefas com empenho e eficiência tem um nome: Liderança. O tema tem sido ao longo de décadas motivo de reflexão dentro das organizações e atualmente com enfâse na melhoria da qualidade, diminuição dos custos e aumento da produtividade. As atitudes orientadas para a valorização e realização das pessoas no posto de trabalho fazem eco em estratégias de motivação a agregação de valor nos produtos e serviços que cada colaborador realiza individualmente ou no seio de uma equipa. 

 

OBJECTIVOS

No final do seminário Liderança Motivação e Gestão de Equipas, os formandos serão capazes de:

  • Desenvolver estratégias de comunicação influente eficiente e eficaz;
  • Identificar as competências e a autonomia das pessoas e equipas;
  • Identificar métodos e técnicas que criem condições que facilitam a motivação;
  • Identificar comportamentos que incrementem a eficiência das equipas e das chefias.

 

PROGRAMA

1.      Comunicar eficazmente em equipa e individualmente

s  Identificar posturas positivas e construtivas

s  Praticar a escuta ativa

s  Utilizar o estilo de comportamento mais influente para transmitir a sua mensagem e obter diálogos mais compreensivos

s  Praticar a gestão da emoção e prevenir desacordos

 

2.      Elementos de motivação

s  Identificar elementos de motivação que liguem a motivação ao desempenho e à natureza humana

s  Criar um ambiente de trabalho motivador e promova o divertimento no trabalho

s  Análise de valor e o poder das sugestões

s  Identificar fatores facilitadores da motivação e ataque os desmotivadores

s  Dar feedback construtivo e melhorar os desempenhos

 

3.      Liderança de pessoas e trabalho em equipa

s  Inspirar o trabalho de equipa motivado

s  Utilizar as entrevistas e reuniões para mobilizar as equipas

s  Missão, desafios, valores e cultura da organização

s  Liderar pelo exemplo

s  Diagnosticar o seu estilo pessoal de liderança

s  Elaborar um “mapa” dos seus pontos fortes e pontos de melhoria

s  Partilhar boas práticas versus práticas a evitar

 

4.      Elaborar um plano de ação das melhorias a pôr em prática

s  Identificar prioridades de mudança relativamente aos objetivos

s  Reforçar a sua influência sobre o contexto envolvente

s  Elaborar o seu plano de ação


INTRODUÇÃO

A abordagem atual da gestão do ciclo de vida de um produto tem ganho um papel fundamental na competitividade das empresas, por um lado devido aos curtos ciclos de vida dos produtos, e por outro pelo fator de diferenciação e posicionamento do produto num mercado cada vez mais global e competitivo. As fases do ciclo de vida de um produto Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio serão alvo de análise e discussão, assim como a fase preliminar de conceção e desenvolvimento onde todo o processo criativo e organizativo começa. Num tempo em que se fala constantemente de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) e onde metodologias como Lean ou SixSigma se direcionaram a montante (upstream) para melhorar resultados, torna-se fácil o verificar da importância da fase inicial de conceção do produto.

PROGRAMA

  • Ferramentas (CAD/CAE/CAM/TDP/CFD/DEM/FEA/...)
  • Product Data Management (PDM)
  • Design for Manufacture and Assembly (DFMA)
  • DFSS - Design For Six Sigma (DFSS)
  • Engineer To Order (ETO)
  • New Product Development and Introduction (NPDI)
  • Product Design (Bottom up Vs Top down)
  • Equipas Multidisciplinares e conceito Boundarylessness
  • Plataformas de colaboração online e cloud computing

No final do Seminário os Formandos deverão ser capazes de:
  • Reconhecer as principais ferramentas
  • Identificar as principais metodologias
  • Perceber a importância do contributo nas equipas multidisciplinares
  • Ser capaz de usar algumas ferramentas informáticas potenciadoras da produtividade
  • Apreender o conceito geral de PLM e a sua importância no contexto atual

INTRODUÇÃO
 
A água desempenha uma função essencial ao funcionamento de qualquer unidade industrial, onde pode ter várias aplicações, sendo elas: matéria-prima, fluido auxiliar, geração de energia, fluido de refrigeração e aquecimento, transporte e assimilação de contaminantes. A adequação da utilização da água na unidade industrial, o conhecimento dos processos envolvidos e dos parâmetros que os regulam é essencial à conceção, projeto, operação, reabilitação, manutenção e gestão da qualidade, segurança e ambiente. Na otimização das redes de água utilizada na indústria e no aumento da sua eficiência uma definição exata da qualidade da água é fundamental. Parâmetros de qualidade mal definidos resultam tanto em problemas com a qualidade e segurança do produto, como em custos excessivos. No primeiro caso, as restrições para as necessidades de água são demasiado permissivas, admitindo níveis de contaminantes mais elevados do que realmente são permitidos pelo processo. No segundo, uma abordagem conservadora leva a que os requisitos de qualidade sejam estabelecidos acima do exigido pelo processo.

OBJETIVOS

No fim do Seminário, os Formandos serão capazes de:
 
Identificar requisitos normativos e legais aplicáveis aos diferentes setores de atividade;

Descrever parâmetros de controlo de qualidade da água (químicos, físicos e biológicos);

Compreender os mecanismos envolvidos da deterioração da qualidade da água;

Identificar os riscos associados à utilização de água de qualidade inadequada;

Reconhecer fontes de contaminação e métodos de controlo e prevenção mediante a adoção de métodos e tecnologia de tratamento e controlo.

PROGRAMA
 
- Origens e utilização da água
- Declínio da disponibilidade
- Pegada hídrica
- Utilização da água em atividades industriais
- Matéria-prima, fluido auxiliar, geração de energia, fluido de aquecimento/refrigeração, transporte e assimilação de contaminantes
- Ferramentas de gestão da qualidade da água
- Corrosão, deposição e incrustação em processos industriais
- Bioincrustação e formação de biofilmes
- Projeto AquaFit4Use
- Introdução à qualidade da água
- Qualidade química
- Qualidade física
- Qualidade biológica
- Métodos de avaliação e monitorização (laboratorial e online)
- Padrões de qualidade e regulamentação
- Métodos e produtos utilizados no tratamento
- Água para consumo humano
- Normas da qualidade
- Redes de abastecimento
- Redes prediais
- Sistemas de abastecimento particular
- Fontanários
- Utilização eficiente
- Otimização da utilização
- Reutilização de águas residuais

OBJETIVOS

Dotar os formandos com os conhecimentos e técnicas fundamentais sobre os princípios das normas dos sistemas de gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, permitindo a implementação dos sistemas de gestão de uma forma integrada. As Organizações sentem, de uma forma crescente, a necessidade de implementar Sistemas de Gestão que respondam e satisfaçam as exigências dos vários stakeholders. Tradicionalmente, as Organizações estabeleciam Sistemas de Gestão que cumpriam determinados requisitos de forma isolada. Gerir as necessidades de diferentes Sistemas de Gestão, individualmente causa ineficiências ao negócio, pelo que, um Sistema transversal a toda a Organização, que contemple as várias vertentes, sejam elas Qualidade, Ambiente, Segurança, Energia ou qualquer outra, conduz a uma maior eficácia, otimizando recursos na implementação, manutenção com impacto em toda a organização.

PROGRAMA

  • Apresentação do Sistema Integrado de Gestão e suas vantagens
  • Abordagem por processos
  • Desenvolvimento de indicadores dos processos
  • Análise Comparativa das normas IS0 9001, IS0 14001, OHSAS 18001, ISO 50001
  • Estrutura documental de um Sistema Integrado de Gestão
  • Exercícios e Casos Práticos

No final do Seminário os Formandos deverão ser capazes de:
  • Compreender a abordagem por processos como modelo organizativo conducente à gestão integrada de sistemas;
  • Interpretar e comparar os requisitos das normas de referência (ISO 9001:2008; ISO 14001: 2004; OHSAS 18001:2007; ISO 50001:2011);
  • Compreender as principais vantagens e desvantagens dos sistemas integrados de gestão.

INTRODUÇÃO
 
O que atualmente se denomina de Six Sigma surgiu no início de 1987, quando profissionais da empresa Motorola iniciaram uma série de estudos sobre os conceitos estabelecidos por Deming sobre a variabilidade dos processos de produção, tendo como objetivo melhorar o desempenho por meio da análise de tais variações. Essas iniciativas foram reconhecidas pela direção da Motorola, que apoiou e estimulou a disseminação da nova abordagem proposta, pois visava a sua implementação em todas as atividades da empresa e enfatizava o conceito de melhoria contínua.
A proposta da Motorola buscava resolver o crescente aumento de reclamações relativas à ocorrência de falhas nos produtos eletrónicos manufaturados, dentro do período da garantia. Tal fato motivou a empresa a adotar o desafio de alcançar um desempenho de produtos livres de defeitos e tinha como alvos principais o aumento da confiabilidade do produto final e a redução de perdas. Em 1988, a Motorola recebeu o Prémio Malcolm Baldrige de Qualidade e a introdução do programa Six Sigma passou a ser reconhecida como responsável pelo sucesso alcançado pela organização. Após a divulgação dos ganhos obtidos pela Motorola, outras empresas adotaram o Six Sigma, tais como Texas Instruments (em 1988), IBM (em 1990), ABB - Asea Brown Boveri (em 1993), Allied Signal e Kodak (em 1994) e a General Electric (em 1996).
O princípio fundamental do programa Six Sigma é o de reduzir continuamente a variação nos processos, e desta maneira eliminar os defeitos ou falhas nos produtos e serviços. Atualmente, o Six Sigma é compreendido como uma prática de gestão, que busca melhorar a competitividade de empresas de qualquer setor de atividade, sejam produtos ou serviços, ou de qualquer dimensão – pequena, média ou grande empresa – com a finalidade de aumentar a quota de mercado, reduzir custos e otimizar as operações.
 
OBJETIVOS
 
No final do Curso, os Formandos serão capazes de:
- Compreender a importância da metodologia Six Sigma e o seu impacto ao nível dos objetivos estratégicos das organizações;
- Dominar a abordagem de gestão de projetos aplicada ao Six Sigma – o DMAIC;
- Identificar as ferramentas previstas em cada fase do DMAIC;
- Compreender a dinâmica de uma equipa e o papel da liderança e do coaching no cumprimento dos objetivos do projeto;
- Conhecer e aplicar os conceitos Six Sigma nas suas organizações.

PROGRAMA
- Introdução à metodologia Six Sigma;
- Six Sigma e os objetivos estratégicos da empresa;
- Elementos de um programa Six Sigma;
- Funções e responsabilidades: Champion, Black Belt, Green Belt, Yellow Belt;
- Impacto na estrutura organizacional da empresa;
- Alinhamento do Six Sigma com os objectivos estratégicos da empresa
- A metodologia DMAIC: Define, Measure, Analyze, Improve, Control.
- A seleção de projetos;
- Implementação e acompanhamento do projeto.